O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quinta-feira (5), que o resultado das eleições no Brasil ultrapassou a dimensão nacional e representou uma “vitória para o mundo”. A declaração ocorreu durante uma transmissão ao vivo ao lado do deputado federal André Janones (Rede-MG), na qual Lula relacionou a eleição brasileira a mudanças políticas registradas em Israel e nos Estados Unidos.
Ao comentar o cenário internacional, o presidente mencionou a perda de espaço da coalizão liderada pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, no Parlamento israelense. Também citou o desempenho desfavorável enfrentado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nas eleições de meio de mandato realizadas no país.
Para Lula, a proximidade entre os acontecimentos reforçou a importância do resultado brasileiro. “Eu ainda estou meio embevecido com o significado dessa vitória. Porque foi uma vitória não para o Brasil, foi uma vitória para o mundo”, declarou durante a transmissão.
Na sequência, o presidente destacou que os resultados ocorreram no mesmo período. “Mais coisas importantes é que na mesma semana que eu ganhei o Netanyahu perdeu em Israel e, me parece, que o meu amigo Trump está perdendo nos Estados Unidos. Então, foi uma vitória extraordinária do povo brasileiro”, afirmou.
Resultado em Israel mudou a correlação de forças no Parlamento
Na análise apresentada por Lula, a situação política de Israel foi um dos elementos que deram dimensão internacional à vitória brasileira. Os aliados de Benjamin Netanyahu conquistaram cinco cadeiras a mais que a oposição, liderada por Gadi Eisenkot.
Apesar da vantagem numérica sobre os adversários, o resultado foi descrito como uma perda de maioria da coalizão do primeiro-ministro no Parlamento israelense. A mudança alterou o equilíbrio entre os grupos políticos e reduziu a predominância que os aliados de Netanyahu mantinham anteriormente.
Com a oposição sob a liderança de Eisenkot ocupando uma posição mais relevante no Legislativo, o cenário parlamentar israelense passou a apresentar uma relação de forças diferente. Foi nesse contexto que Lula citou a derrota política de Netanyahu como parte dos acontecimentos que, em sua avaliação, coincidiram com o resultado obtido no Brasil.
Democratas passam a controlar Câmara e Senado nos Estados Unidos
Lula também fez referência às eleições de meio de mandato dos Estados Unidos. Segundo a matéria, o Partido Democrata, que faz oposição ao governo de Donald Trump, conquistou maioria na Câmara e no Senado após a votação.
O novo quadro amplia a pressão política sobre o presidente norte-americano e estabelece maiores limites para a atuação de seu governo. Com os democratas no comando das duas casas do Congresso, a administração de Trump passa a lidar com uma oposição mais forte no processo de análise e aprovação de suas medidas.
A maioria democrata pode dificultar a aprovação de propostas defendidas pelo governo e reduzir a margem de atuação do presidente nas decisões políticas. Foi a esse resultado que Lula se referiu ao dizer que, aparentemente, seu “amigo Trump” também estaria perdendo espaço.
Ao colocar lado a lado os resultados eleitorais do Brasil, de Israel e dos Estados Unidos, Lula apresentou a vitória brasileira como parte de um movimento político mais amplo. Na avaliação do presidente, as mudanças registradas na mesma semana indicaram alterações relevantes nas relações de força em diferentes países.






