Policiais penais apreenderam um celular na cela de Henrique Moura Vorcaro, pai do dono do Banco Master, no Complexo Penitenciário Nelson Hungria, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A apreensão ocorreu durante uma operação especial realizada pelo Comando de Operações Penitenciárias Especiais (Cope) na ala 15, anexo 3, onde ele está preso desde maio de 2024.
A ação contou com a presença do superintendente do Sistema Prisional. A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp-MG) foi procurada para dar mais detalhes sobre as circunstâncias da apreensão, mas ainda não se manifestou oficialmente.
Prisão de pai de Vorcaro foi mantida pelo STF
Henrique Moura Vorcaro foi preso pela Polícia Federal em 14 de maio, durante a sexta fase da Operação Compliance Zero, em Nova Lima. A prisão foi determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator das investigações que envolvem o Banco Master. Segundo a PF, Vorcaro atuava como operador financeiro de um grupo suspeito de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.
Além das prisões e das buscas, a Justiça determinou o afastamento de investigados de cargos públicos, além do bloqueio e sequestro de bens.
Na última segunda (22), o STF manteve a prisão de Henrique e de Daniel.
Investigações no Banco Master
Segundo a Polícia Federal, o grupo investigado pode responder por crimes como ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, invasão de dispositivos eletrônicos e violação de sigilo funcional.
De acordo com a PF, a operação é um desdobramento de investigações que apuram a atuação de uma organização suspeita de usar estruturas clandestinas para obtenção de dados e intimidação de autoridades e outros alvos de interesse do grupo.
As investigações apuram movimentações bilionárias suspeitas, com indícios de ocultação de recursos por meio de contas e fundos financeiros, além de possíveis irregularidades com títulos de crédito. O grupo também é investigado por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. O aparelho apreendido pode trazer novos elementos para o inquérito.









