O deputado federal Patrus Ananias, candidato do Partido dos Trabalhadores ao governo de Minas Gerais, declarou que, se eleito para assumir o Palácio Tiradentes a partir de 2027, não promoverá a privatização da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). Em entrevista exclusiva ao Jornal da Itatiaia nesta terça-feira, 11 de outubro, Patrus também criticou o processo de privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), embora tenha destacado que o procedimento já foi concluído e que a futura gestão terá o papel de cobrar o cumprimento das obrigações por parte da concessionária.
Durante a conversa, Patrus Ananias explicou que, caso venha a assumir o governo do estado, irá revisar o contrato de privatização da Copasa com cautela, sem ações precipitadas. Segundo ele, a prioridade será examinar detalhadamente os termos do acordo e, posteriormente, cobrar que a empresa cumpra suas obrigações de prestar serviços de saneamento básico de qualidade à população mineira. Ele reforçou a importância de garantir o acesso à água potável e a prestação de serviços essenciais, destacando que a empresa deve atuar voltada ao interesse público, não apenas ao lucro.
Patrus também ressaltou sua posição favorável ao legado da Cemig, uma das maiores empresas de energia de Minas Gerais, fundada na gestão do ex-presidente Juscelino Kubitschek, e afirmou que defenderá com vigor a sua permanência sob controle público. Para ele, a privatização da Cemig representou um retrocesso para o estado, e, portanto, sua administração buscará assegurar que a companhia continue a servir ao bem comum, preservando sua história e seu papel estratégico na matriz energética mineira.
Ao ser questionado sobre a privatização da Copasa, Patrus Ananias deixou claro que não há intenção de reverter o processo de forma “atropelada”. A avaliação, segundo ele, será feita com cuidado, levando em consideração a situação financeira do estado e o impacto do contrato na prestação de serviços. Ele destacou a necessidade de diálogo com o setor privado que assumiu a concessão, para que a prestação de saneamento básico seja aprimorada e que os direitos da população sejam respeitados.
A declaração do candidato reforça uma postura de fiscalização e revisão de contratos já firmados, alinhada à sua visão de gestão responsável e comprometida com os recursos públicos. A postura de Patrus reflete o debate político em Minas Gerais sobre o futuro das empresas estatais e a importância de manter o controle público sobre setores estratégicos, como energia e saneamento, diante de um cenário de privatizações e concessões.






