Natural de Maringá, no norte do Paraná, Sérgio Moro, de 53 anos, é um dos nomes mais proeminentes da política brasileira, com uma carreira marcada por sua atuação como juiz federal e ministro. Conhecido por liderar a Operação Lava Jato em Curitiba, Moro foi ministro da Justiça no governo de Jair Bolsonaro e, desde 2023, ocupa seu primeiro mandato como senador pelo estado do Paraná. Filiado ao Partido Liberal (PL) desde março de 2026, ele se prepara para sua candidatura ao governo do Paraná nas eleições de 2026, com a oficialização prevista para ocorrer na convenção partidária em agosto.
Sérgio Fernando Moro nasceu em 1º de agosto de 1972. Formado em Direito pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), ele também possui mestrado e doutorado em Direito do Estado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), onde exerceu a função de professor de Direito Penal. Sua carreira na magistratura federal teve início em 1996, quando se tornou juiz substituto em Curitiba. Especializando-se em crimes financeiros, Moro assumiu em 2002 a vara especializada em lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro, onde julgou casos significativos como o Banestado e a Operação Farol da Colina.
A notoriedade de Moro cresceu a partir de 2014, quando, como juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba, passou a julgar os processos da Operação Lava Jato, a maior investigação anticorrupção da história do Brasil. Essa operação revelou um esquema de corrupção envolvendo a Petrobras, grandes empreiteiras e figuras públicas, consolidando o nome de Moro como um símbolo do combate à corrupção no país. Entre suas condenações mais notórias está a do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2017, no caso do tríplex do Guarujá. Contudo, em 2021, o Supremo Tribunal Federal (STF) anulou as condenações de Lula relacionadas à Lava Jato, alegando parcialidade de Moro em seus julgamentos, o que permitiu que Lula recuperasse seus direitos políticos e retornasse à disputa presidencial.
Após a vitória de Jair Bolsonaro nas eleições de 2018, Moro deixou a magistratura para assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Durante sua gestão, ele foi responsável pela elaboração do pacote anticrime, que foi aprovado com modificações pelo Congresso Nacional no final de 2019. No entanto, em abril de 2020, Moro deixou o cargo, alegando tentativas de interferência do presidente na Polícia Federal, um episódio que resultou em uma investigação no STF e culminou no rompimento entre os dois.
Após sua saída do governo, Moro atuou na consultoria Alvarez & Marsal e, em novembro de 2021, filiou-se ao Podemos, partido que o projetava como pré-candidato à presidência. No entanto, em março de 2022, ele migrou para o União Brasil e desistiu de sua candidatura presidencial. Em 2022, foi eleito senador pelo Paraná, obtendo 33,5% dos votos válidos em sua primeira disputa eleitoral, focando sua atuação no Senado em questões de segurança pública e combate à corrupção.
Em 24 de março de 2026, Moro deixou o União Brasil e se filiou ao PL, onde foi oficialmente lançado como pré-candidato ao governo do Paraná. Essa migração o reaproximou do grupo de Bolsonaro, de quem havia se distanciado em 2020, e fortaleceu a posição do PL no estado para a disputa nacional. A eleição para o governo do Paraná ocorrerá sem a presença do atual governador, Ratinho Junior, que encerra seu segundo mandato e não pode concorrer à reeleição. Uma pesquisa Genial/Quaest divulgada em abril de 2026 indica que Moro lidera a corrida pelo governo estadual, com 35% das intenções de voto.






