O governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema, do partido Novo, anunciou nesta terça-feira (8) que o empresário Geraldo Rufino está sendo considerado para a candidatura a vice-presidente em uma possível chapa nas eleições de 2026. Zema revelou que as negociações estão sendo coordenadas pelo presidente nacional do Novo, Eduardo Ribeiro, que mantém diálogos com partidos de centro que ainda não decidiram se lançarão um candidato próprio ao Palácio do Planalto.
Ao ser questionado sobre a possibilidade de Rufino integrar sua chapa, Zema confirmou que o empresário é um dos nomes em avaliação. Ele destacou a relação de proximidade entre eles, afirmando: “É um dos que está sendo considerado. Já encontrei com ele muitas vezes, ele já esteve, enquanto eu era governador, no meu gabinete algumas vezes. Indo a São Paulo, eventualmente eu o encontro. Temos muita afinidade, até porque ele é mineiro também, de uma cidade vizinha da minha.” O governador ainda acrescentou que as conversas estão “bem encaminhadas”, embora a definição final dependa das articulações políticas e das decisões dos partidos envolvidos.
Zema enfatizou que o Novo está em diálogo com legendas de centro que ainda não definiram suas candidaturas para a presidência. O objetivo, segundo o governador, é formar uma chapa competitiva para as eleições de 2026. Ele destacou que o nome escolhido para a vice deve ter “ficha limpa” e não apresentar pendências judiciais, uma consideração que reflete a preocupação com a imagem e a integridade dos candidatos.
Além das discussões sobre a chapa, Zema aproveitou a oportunidade para reiterar sua visão sobre a necessidade de uma agenda de ajuste fiscal como uma das principais estratégias para a redução da taxa de juros no Brasil. O governador criticou o aumento dos gastos públicos, que, segundo ele, tem impactado negativamente a economia. Em sua análise, se eleito, pretende implementar cortes de despesas, ampliar as privatizações, realizar uma nova reforma da Previdência e promover uma reforma administrativa.
Zema argumentou que a redução das despesas públicas é fundamental para restaurar a confiança do mercado, o que, por sua vez, permitiria uma queda significativa da taxa básica de juros. Ele acredita que essa dinâmica estimularia investimentos e impulsionaria o crescimento da economia brasileira, um aspecto que considera crucial para o futuro do país.
As declarações de Zema ocorrem em um momento em que o cenário político brasileiro se prepara para as próximas eleições, com diversas articulações em andamento entre os partidos. A escolha do vice é um passo importante na formação de uma chapa que busque competir de forma eficaz no pleito de 2026, e a inclusão de figuras como Geraldo Rufino pode influenciar o apoio de segmentos do eleitorado.








