O pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema, do partido Novo, teceu críticas ao também presidenciável Renan Santos, fundador do Movimento Brasil Livre (MBL), durante uma participação em um podcast na última segunda-feira (6). Zema apontou a falta de experiência de Santos em gestão pública como um fator que o leva a fazer promessas que não condizem com a realidade da administração pública. “Como não teve uma experiência na gestão pública, ele [Renan Santos] sai dando tiro como metralhadora giratória, prometendo mundos e fundos”, afirmou o ex-governador de Minas Gerais.
Renan Santos está concorrendo pela primeira vez a um cargo eletivo, e Zema reconheceu que, em uma democracia, todos têm o direito de se candidatar. No entanto, ele expressou ceticismo em relação ao desempenho de Santos nas pesquisas de intenção de voto, acreditando que os números não representam a totalidade do eleitorado brasileiro. “Me parece que ele tem destacado mais nas pesquisas feitas pela internet, que têm um público muito diferente da amostra da população brasileira. Quando se considera outros levantamentos, o resultado costuma ser bem diferente”, disse Zema, referindo-se à pesquisa da AtlasIntel/Bloomberg, divulgada no final de junho. Nela, Renan Santos aparece com 7,8% das intenções de voto, enquanto Zema registra 2%.
A pesquisa criticada por Zema utiliza uma metodologia digital que convida usuários a participar do questionário enquanto navegam na internet, recrutando participantes por meio de geolocalização. Zema questionou a validade desse tipo de abordagem, sugerindo que ela não reflete com precisão a diversidade do eleitorado nacional.
Apesar das críticas direcionadas a Renan Santos, Zema adotou um tom conciliador ao se referir a outro pré-candidato da direita, o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que representa o União Brasil. Zema descartou a possibilidade de uma aliança entre os dois antes do primeiro turno, uma vez que Caiado já está definindo seu candidato a vice. No entanto, ele expressou uma relação positiva com Caiado, com quem governou por sete anos e meio. “É uma pessoa do bem. Vejo que, no segundo turno, eu e ele vamos estar juntos no mesmo barco”, afirmou.
Zema também abordou a questão da multiplicidade de candidaturas na direita, afirmando que essa diversidade não representa uma divisão, mas sim uma ampliação das opções disponíveis para os eleitores desse campo político. Ele acredita que a presença de mais de um candidato não impede uma possível convergência em um eventual segundo turno das eleições. Dessa forma, o ex-governador de Minas Gerais se posiciona como um candidato que busca dialogar com diferentes setores da direita, enquanto critica a falta de experiência de seus adversários.







