O deputado estadual João Henrique Catan, filiado ao Partido Liberal (PL), confirmou sua pré-candidatura ao Governo de Mato Grosso do Sul nas eleições de 2026. Atualmente em seu segundo mandato consecutivo na Assembleia Legislativa, Catan se posiciona como um representante da ala conservadora do PL, defendendo a necessidade de uma candidatura própria do partido ao Executivo estadual.
Natural de Campo Grande, Catan é advogado graduado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo. Desde a juventude, expressou o desejo de se envolver na política, embora tenha sido aconselhado por sua família a completar sua formação acadêmica antes de se candidatar. Durante sua trajetória universitária, presidiu centros acadêmicos tanto em sua cidade natal quanto em São Paulo e participou ativamente das manifestações que culminaram no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, o que o aproximou de movimentos liberais e conservadores.
Catan se destaca por sua atuação como parlamentar de oposição, adotando uma postura de fiscalização em relação ao governo estadual. Ele se tornou conhecido por suas críticas à gestão das contas públicas, à política de incentivos fiscais e à administração de órgãos do Estado. Sua primeira eleição para a Assembleia Legislativa ocorreu em 2018, sendo reeleito em 2022. Desde então, sua principal missão tem sido a de fiscalizar o Poder Executivo, acreditando que a Assembleia deve contar com parlamentares dispostos a exercer essa função de controle.
Um dos pontos centrais de sua crítica é a política de incentivos fiscais do governo, que, segundo ele, concede benefícios tributários elevados sem a devida transparência nas contrapartidas exigidas das empresas beneficiadas. Para obter informações sobre as renúncias fiscais concedidas, Catan recorreu ao Judiciário, visando subsidiar estudos de órgãos especializados.
A fiscalização da Caixa de Assistência dos Servidores do Estado de Mato Grosso do Sul (Cassems) também é uma preocupação constante do deputado. Ele questiona a destinação de recursos públicos à instituição e pede maior transparência na gestão desses valores, além de mudanças na administração do plano de saúde dos servidores estaduais.
Catan argumenta que sua candidatura ao governo estadual é motivada pela necessidade de implementar as mudanças que defende em seus mandatos, ressaltando que a atuação do Poder Executivo é crucial para isso. Ele acredita que sua experiência na oposição o preparou para uma futura administração do estado.
Embora reconheça que o Partido Liberal ainda precisa tomar decisões internas, Catan defende que a legenda deve lançar uma candidatura própria em Mato Grosso do Sul, a fim de manter a coerência com o eleitorado conservador que tem fortalecido o partido nos últimos anos. Ele também afirma que, independentemente da direção política que o partido possa tomar, não abandonará suas posições.
Identificando-se com a ala bolsonarista do PL, Catan garante que suas convicções políticas permanecem inalteradas desde o início de sua carreira pública. Ao abordar a possibilidade de alianças para as eleições de 2026, ele enfatiza a importância de que o partido preserve sua identidade ideológica e apresente um projeto próprio para o governo estadual.









