A repórter da Record, Érika Leal, faleceu em decorrência de um acidente doméstico, conforme anunciado pela emissora. A jornalista estava internada em coma no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), em Brasília, desde o dia 30 de maio. A notícia foi recebida com pesar por seus colegas, que destacaram a transformação pessoal que Érika vivenciou nos últimos tempos.
Josiane Ricardo, colega de Érika, comentou sobre a perda em suas redes sociais, expressando o impacto emocional que a morte da jornalista causou entre os profissionais de jornalismo, especialmente aqueles que atuam em áreas locais. “Nós, que trabalhamos com jornalismo, estamos acostumados a lidar com tragédias e a relatar histórias difíceis. No entanto, é sempre mais doloroso quando isso acontece com alguém próximo”, afirmou Josiane.
A repórter também mencionou as mudanças que Érika enfrentou em sua vida pessoal, sem entrar em detalhes específicos. “Ela, que era conhecida como Érika Blayney, passou por uma transformação significativa e decidiu mudar seu nome para Érika Leal, simbolizando essa nova fase em sua vida”, explicou. Josiane lembrou da personalidade marcante de Érika, sempre elegante e com um sorriso no rosto, e ressaltou a esperança que todos tinham pela recuperação dela durante o período de internação.
Josiane compartilhou uma memória especial com Érika, relembrando o início de sua trajetória na Record. “Entrei na emissora como produtora de reportagem, e Érika, que era editora na época, me deu a minha primeira oportunidade de aparecer em vídeo durante sua cobertura de férias”, disse. Essa experiência foi marcante para Josiane, que destacou a importância da convivência que teve com Érika, especialmente nas recentes mudanças que a jornalista enfrentou em sua vida.
Érika Leal integrou a equipe da Record Brasília desde 2019, onde construiu uma carreira sólida, reconhecida pelo profissionalismo, sensibilidade e compromisso com a informação. Ao longo de sua trajetória, a repórter esteve envolvida em coberturas relevantes nas áreas de política, economia, cultura e entretenimento, sempre demonstrando dedicação e respeito ao público.
Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Goiás (UFG), Érika também possuía um mestrado em Interpretação e Tradução de Idiomas pela University of Westminster, na Inglaterra. Fluente em inglês, acumulou experiência em diversas mídias, incluindo televisão, rádio, internet, jornais, revistas e assessoria de imprensa. Recentemente, ela também apresentava o programa Interesse Público, produzido pelo Ministério Público Federal e exibido pela TV Justiça.
Érika deixa duas filhas, Jaqueline, de 19 anos, e Jéssica, de 17. Sua morte deixa um vazio significativo entre amigos, colegas e familiares, que lembram dela como uma profissional talentosa e apaixonada pelo jornalismo. Em um comunicado, a Record Brasília expressou suas condolências, destacando a lembrança de uma colega generosa e dedicada à profissão.








