A Polícia Federal (PF) executou, na manhã desta quarta-feira, 8 de novembro, uma nova operação de busca e apreensão na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, que atualmente cumpre prisão domiciliar em Brasília. De acordo com a defesa do ex-mandatário, os agentes estavam à procura de armas, munições, acessórios e documentos de registro, mas não encontraram nenhum dos itens mencionados.
A informação sobre a operação foi divulgada pelo advogado João Henrique Freitas em sua conta na rede social X. O mandado de busca foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Esta ação ocorre em um contexto em que Moraes decidiu manter a prisão domiciliar de Bolsonaro e determinou que todas as armas registradas em nome do ex-presidente fossem entregues à Polícia Federal.
A ordem judicial foi emitida após divergências sobre a localização do arsenal que a defesa havia informado. Inicialmente, os advogados de Bolsonaro comunicaram ao STF que oito armas estavam sob custódia do Batalhão de Polícia do Exército, enquanto outras duas já haviam sido entregues à PF. No entanto, o Exército informou ter localizado apenas seis armamentos, o que gerou questionamentos sobre a veracidade das informações prestadas pela defesa.
Em uma nova manifestação ao STF, a defesa de Bolsonaro sustentou que uma espingarda nunca deixou a empresa de artigos bélicos em Caxias do Sul (RS), onde permanece desde que o ex-presidente a recebeu como presente. Os advogados afirmaram que a arma nunca foi retirada do estabelecimento, o que contrasta com as informações anteriores sobre a custódia das armas.
As seis armas entregues pelo Exército à Polícia Federal incluem uma pistola Taurus calibre .380, uma pistola Taurus calibre .40, um fuzil Springfield Armory calibre 7,62×51 mm, uma espingarda Typhoon calibre 12, uma pistola Arex calibre 9 mm e uma pistola SIG Sauer calibre 9 mm. A decisão de recolher todas as armas registradas em nome de Bolsonaro foi tomada após a apreensão de uma arma durante uma abordagem da Polícia Militar do Distrito Federal, ocorrida em 15 de junho. Na ocasião, um agente de segurança do ex-presidente estava envolvido no incidente.
Em depoimento, Jair Bolsonaro reconheceu ser o proprietário da arma apreendida e justificou que ela permanecia em sua residência durante o cumprimento da prisão domiciliar, alegando que havia três mulheres na casa e que não poderia ficar desarmado. Diante desse episódio, o ministro Alexandre de Moraes determinou que todas as armas registradas no Certificado de Registro (CR) de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) de Bolsonaro fossem entregues à Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal.
A operação desta quarta-feira é mais um desdobramento das investigações que envolvem o ex-presidente e suas atividades relacionadas a armamentos, refletindo a crescente atenção das autoridades sobre a posse de armas por figuras públicas e a necessidade de cumprimento das normas de segurança.







