O apresentador Ratinho, de 70 anos, anunciou que passou por uma cirurgia plástica na região do pescoço, procedimento que se tornou necessário após a perda de aproximadamente 16 kg. Durante a gravação de seu programa no SBT, ele compartilhou a decisão de realizar a operação para remover o excesso de pele que surgiu após o emagrecimento. “Não tenho nada a esconder de ninguém. Começou a aparecer uma papada, parecia um boi nelore”, comentou o apresentador, que também divulgou um vídeo do momento nas redes sociais.
O cirurgião plástico Dr. Carlos Tagliari, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), explicou que a intervenção realizada por Ratinho é conhecida como lifting de pescoço. Segundo o especialista, esse tipo de procedimento é bastante comum entre pessoas que passam por perdas significativas de peso, especialmente quando a redução ocorre em um curto período de tempo.
“Quando o paciente emagrece, principalmente após perder muitos quilos rapidamente, a pele nem sempre se ajusta a essa nova realidade. O excesso de pele na região do pescoço e da mandíbula pode permanecer, criando a aparência de papada, mesmo quando não há mais gordura acumulada”, esclareceu Dr. Tagliari.
O cirurgião também ressaltou que o tratamento para o excesso de pele é distinto da lipoaspiração, que se concentra apenas na remoção de gordura. “Muitas pessoas acreditam que basta retirar a gordura, mas quando o problema é o excesso de pele, a indicação é outra. O lifting cervical reposiciona os tecidos e remove a pele excedente, proporcionando definição ao contorno da mandíbula e ao ângulo entre o rosto e o pescoço”, afirmou.
Dr. Tagliari detalhou que a cirurgia pode ser realizada isoladamente ou em conjunto com o lifting facial, dependendo das necessidades específicas de cada paciente. As incisões são geralmente feitas ao redor e atrás das orelhas, o que ajuda a esconder as cicatrizes. “O objetivo é promover um rejuvenescimento natural, sem alterar as características do rosto ou criar um aspecto artificial”, destacou.
A decisão de realizar o procedimento deve ser baseada em uma avaliação individualizada, conforme enfatizou o especialista. “Nem toda papada é igual. Em alguns pacientes, pode haver predominância de gordura; em outros, flacidez muscular, excesso de pele ou uma combinação desses fatores. Por isso, um planejamento cirúrgico adequado é essencial para determinar a técnica mais apropriada.”
O médico também observou que a recuperação da cirurgia geralmente ocorre de forma satisfatória, desde que o paciente siga as orientações médicas. “Nos primeiros dias, é comum haver inchaço e pequenos hematomas, mas a recuperação tende a evoluir positivamente. Em poucas semanas, já é possível notar uma melhora significativa no contorno facial, enquanto o resultado final aparece gradualmente ao longo dos meses seguintes.”
Dr. Carlos Tagliari acredita que o relato de Ratinho contribui para desmistificar um procedimento que vem se tornando cada vez mais comum, especialmente com o aumento do número de pessoas que conseguem emagrecer. “Atualmente, a cirurgia plástica não se limita ao rejuvenescimento. Muitos pacientes buscam esses procedimentos para concluir uma transformação corporal alcançada por meio de dietas, atividades físicas ou tratamentos para perda de peso. Quando a indicação é correta, é possível melhorar significativamente o contorno do pescoço e da face, sempre mantendo a naturalidade”, finalizou.








