Uma mulher de 22 anos foi vítima de uma agressão brutal na tarde de terça-feira, 7 de julho, em Pirapetinga, na Zona da Mata de Minas Gerais. O ataque foi perpetrado por seu ex-companheiro, de 36 anos, que a esfaqueou na presença da filha de apenas quatro anos. A situação alarmante só foi interrompida após os gritos da mulher chamarem a atenção de vizinhos, que prestaram socorro.
De acordo com informações da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), o agressor havia se escondido debaixo da cama da vítima antes de atacá-la. Ao entrar no quarto, a mulher foi surpreendida, sendo arrastada até a cozinha, onde sofreu múltiplos golpes de faca. O boletim de ocorrência revela que a jovem chegou ao Hospital de Pirapetinga com ferimentos graves e que sua filha presenciou toda a cena de violência.
Após o ataque, o suspeito fugiu do local, mas foi encontrado pela polícia nas proximidades, ainda em Pirapetinga. Ele estava com roupas manchadas de sangue e, ao ser questionado, afirmou que tentava solicitar uma corrida por aplicativo para retornar à sua cidade de origem, Volta Grande. Embora não tenha negado a agressão, optou por permanecer em silêncio sobre os detalhes do crime. A faca utilizada no ataque foi apreendida pelas autoridades.
O relacionamento entre a vítima e o agressor durou cerca de sete meses e terminou há quatro meses. A mulher relatou que, durante o relacionamento, já havia registrado ocorrências contra o ex-companheiro por furtos de objetos e por incêndios em eletrodomésticos de sua casa. Preocupada com sua segurança, ela havia decidido se mudar para Pirapetinga, mas acabou sendo localizada pelo agressor.
A vítima havia solicitado medidas protetivas de urgência, mas no momento da ocorrência não tinha os documentos relacionados a essas medidas em mãos para apresentar à polícia. Após o ataque, ela permaneceu internada no hospital sob cuidados médicos, mas seu estado de saúde não foi divulgado.
A situação gerou uma onda de indignação na comunidade local, refletindo a crescente preocupação com a violência doméstica no Brasil. A Polícia Militar segue investigando o caso e a mulher receberá o apoio necessário para lidar com as consequências do ataque, tanto físicas quanto psicológicas. A atuação rápida da polícia e a solidariedade dos vizinhos foram fundamentais para evitar que a situação se tornasse ainda mais grave.









