O ex-presidente do Atlético Mineiro, Sérgio Sette Câmara, manifestou publicamente sua desaprovação em relação à intenção da ex-reitora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Sandra Goulart, de se candidatar ao Governo de Minas Gerais nas próximas eleições. Em declarações à rádio Itatiaia, Sette Câmara acusou Goulart e membros do Partido dos Trabalhadores (PT) de serem “hipócritas” e defendeu que suas ações devem ser eliminadas do cenário político.
Sette Câmara fez referência a uma polêmica envolvendo a realização da Stock Car nas proximidades do Estádio Mineirão, onde Goulart teria levantado objeções. “Quando essa criatura criou caso contra a realização da Stock Car, cantei essa pedra! O uso político do cargo deveria ser proibido e rechaçado pelas autoridades constituídas”, afirmou o ex-presidente do Galo em uma postagem nas redes sociais. Ele prometeu elaborar um documento que exponha suas críticas e as movimentações de Goulart durante o episódio, com o intuito de informar a população e influenciar a decisão dos eleitores nas urnas. “Traremos também a relação de políticos que estiveram envolvidos. Nunca foi pelas árvores e muito menos pelos animais”, completou.
Sandra Goulart, por sua vez, confirmou sua disposição de concorrer pelo PT, mas descartou a possibilidade de se candidatar a uma vaga na Assembleia Legislativa de Minas Gerais ou na Câmara dos Deputados. Em relação a quem poderia acompanhá-la na lista de candidatos do partido para o Governo de Minas, a ex-reitora afirmou que as decisões cabem à direção estadual e nacional do PT. “Eu não poderia dizer, porque na verdade, eu tenho dialogado com alguns nomes do partido, mas essas decisões cabem justamente à presidente estadual do partido, que é a deputada Leninha, e ao Edinho Silva, presidente nacional, que tem articulado esses nomes possíveis”, explicou.
A ex-reitora também destacou que existem vários nomes sendo discutidos dentro do partido, mas que não poderia comentar sobre candidatos específicos, já que as definições estão em andamento. “Sabe da minha disponibilidade e sabe da minha intenção de poder contribuir da melhor forma possível, mas eu não poderia falar de nomes especificamente, que são nomes que têm sido discutidos pelo partido, mas não necessariamente com a minha pessoa”, afirmou.
No contexto político atual, o PT em Minas Gerais tem enfrentado um cenário de incertezas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já havia manifestado, desde o início de 2024, a preferência pelo senador Rodrigo Pacheco (PSB) como candidato apoiado pelo partido para o governo estadual. No entanto, Pacheco decidiu não concorrer ao Executivo Estadual em maio deste ano, o que deixou o partido em busca de um novo nome. A legenda confirmou que lançará um candidato próprio, mas a identidade desse candidato ainda permanece indefinida. A ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, era vista como uma das principais opções, mas optou por manter seu foco na pré-campanha ao Senado, desconsiderando as pressões do partido para mudar de direção.








