Pesquisadores da Vivani Medical estão desenvolvendo um implante subcutâneo em miniatura que libera semaglutida, um medicamento utilizado no tratamento da obesidade e diabetes tipo 2. A nova tecnologia visa simplificar o processo de tratamento, eliminando a necessidade de aplicações semanais, que podem ser um desafio para muitos pacientes.
Após o sucesso das canetas de semaglutida, como Ozempic e Wegovy, o implante tem o potencial de oferecer uma alternativa de longo prazo para aqueles que enfrentam dificuldades em manter a adesão ao tratamento. Estudos indicam que aproximadamente 50% dos pacientes não seguem corretamente a medicação, o que pode comprometer a eficácia do tratamento e levar a resultados insatisfatórios.
O dispositivo desenvolvido pela Vivani Medical é inserido sob a pele em um procedimento ambulatorial. Uma vez implantado, ele libera pequenas quantidades de semaglutida continuamente ao longo de pelo menos seis meses. A empresa está trabalhando em duas versões do implante: uma focada no controle da obesidade e outra voltada para o tratamento da diabetes tipo 2.
A tecnologia foi inicialmente testada em humanos no estudo clínico LIBERATE-1, que utilizou a exenatida, um medicamento da mesma classe. Os resultados desse estudo, publicados pela Vivani, mostraram que os objetivos relacionados à segurança e à eficácia do dispositivo foram alcançados. Com esses dados, a empresa decidiu priorizar o desenvolvimento do implante de semaglutida, que em estudos pré-clínicos já demonstrou resultados promissores, incluindo uma perda de peso de quase 20% ao longo de seis meses com uma única aplicação.
Além disso, informações recentes indicam que a nova tecnologia pode ser capaz de manter a liberação do medicamento por até um ano, embora essa afirmação ainda necessite de confirmação em estudos clínicos futuros. A primeira pesquisa em humanos com o implante de semaglutida, denominada SLIM-1, recebeu autorização para ser iniciada na Austrália em 2026. Nesta fase, os pesquisadores irão focar na segurança, tolerabilidade e na liberação do medicamento no organismo.
Embora o implante apresente um grande potencial, ele ainda precisa passar por todas as etapas de desenvolvimento clínico antes de se tornar disponível para os pacientes. Se os ensaios clínicos confirmarem a segurança e eficácia observadas até o momento, essa tecnologia poderá oferecer uma solução inovadora para indivíduos que têm dificuldades em manter a regularidade nas aplicações de medicamentos, proporcionando um tratamento de longa duração e reduzindo o risco de interrupções.







