A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu o registro de uma nova vacina contra a influenza, chamada Fluprevli, destinada a crianças a partir de 6 meses de idade. A decisão foi formalizada na edição do Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira, 13 de julho. Com essa aprovação, a vacina passa a ser comercializada no Brasil, ampliando as opções de imunização contra a gripe para a população infantil.
Os estudos clínicos que fundamentaram a aprovação da Fluprevli demonstraram uma eficácia de até 73% na prevenção da influenza em adultos e de até 65% em crianças. A vacina é classificada como trivalente, fragmentada e inativada, o que significa que ela induz o organismo a produzir anticorpos contra os vírus influenza A e B presentes em sua formulação, sem a utilização de vírus vivos. Essa abordagem é importante para garantir a segurança dos pacientes, especialmente os mais jovens.
De acordo com a Anvisa, os ensaios clínicos realizados mostraram que a vacina provocou uma resposta imunológica robusta. Além disso, os testes também evidenciaram a capacidade do imunizante em reduzir a incidência de casos de gripe entre os participantes que foram avaliados. A produção da Fluprevli ficará a cargo da Sanofi Medley Farmacêutica Ltda., que agora se junta ao grupo de fabricantes autorizados pela Anvisa a oferecer vacinas contra a gripe no país.
O registro da nova vacina atesta que o produto atende aos rigorosos critérios de qualidade, segurança e eficácia estabelecidos pela agência reguladora. A Fluprevli é projetada para proteger contra três cepas do vírus influenza, e a Anvisa informa que o desenvolvimento do imunizante segue as diretrizes internacionais, que incluem a exclusão da linhagem B/Yamagata da composição das vacinas, uma vez que essa cepa não tem sido detectada em circulação global desde março de 2020.
No Brasil, a Anvisa mantém um sistema de atualização periódica das cepas que compõem as vacinas contra a gripe, alinhando-se às orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e às mudanças na circulação dos vírus. Essa prática é fundamental para garantir que as vacinas permaneçam eficazes diante das variações dos vírus influenza.
A Anvisa ressalta que a influenza continua a ser uma infecção viral respiratória de grande relevância para a saúde pública. A doença provoca surtos sazonais anualmente e pode resultar em hospitalizações e mortes, especialmente entre grupos vulneráveis, como crianças pequenas, idosos, gestantes e pessoas com condições de saúde preexistentes. Portanto, a vacinação permanece como uma das principais estratégias para minimizar as complicações e formas graves da doença, reforçando a importância da imunização na proteção da saúde coletiva.






