O Sistema Único de Saúde (SUS) deu início à distribuição nacional da insulina glargina, um medicamento de ação prolongada, destinado a crianças, adolescentes e idosos que atendem aos critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde. Esta iniciativa é uma ampliação de uma estratégia que já vinha sendo testada em um projeto-piloto e visa substituir gradualmente a insulina NPH, um tipo de insulina de ação mais curta.
Na fase inicial do programa, o tratamento estará disponível para crianças e adolescentes com idades entre 2 e 17 anos que apresentem diabetes tipo 1, além de pessoas com 70 anos ou mais que tenham diabetes tipo 1 ou tipo 2. O fornecimento da insulina glargina será realizado nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), onde os pacientes deverão passar por uma avaliação clínica e obter a prescrição médica necessária.
Até a última segunda-feira, 13 de julho, o Ministério da Saúde já havia enviado mais de 254 mil tubetes de insulina glargina para 16 estados brasileiros, juntamente com 52.350 canetas reutilizáveis para a aplicação do medicamento. A expectativa é de que todos os estados recebam os insumos até o final do mês de julho, garantindo que um número maior de pacientes tenha acesso ao tratamento.
A insulina glargina é uma insulina de ação prolongada que, em muitos casos, requer apenas uma aplicação diária. Essa característica é especialmente benéfica, pois reduz o risco de hipoglicemia, um efeito colateral que pode ser perigoso, especialmente durante a noite. A introdução deste novo medicamento se faz necessária em um contexto de redução na oferta global da insulina NPH, que tem se tornado cada vez mais escassa.
Os pacientes que se enquadrarem nos critérios estabelecidos devem se dirigir à UBS mais próxima, portando a prescrição médica. Antes de iniciar o tratamento com a insulina glargina, a equipe de saúde realizará uma avaliação clínica para garantir que a mudança de medicamento seja apropriada. Além da insulina, o SUS também fornecerá canetas reutilizáveis, agulhas e orientações sobre o uso correto do medicamento.
Essa ampliação do acesso à insulina glargina faz parte de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), uma estratégia do Ministério da Saúde que visa fortalecer a produção nacional de medicamentos e garantir o abastecimento da rede pública de saúde. A iniciativa representa um avanço significativo na luta contra o diabetes, proporcionando uma alternativa mais eficaz e segura para o tratamento da doença em populações vulneráveis.









