O Ipatinga, que enfrentou o Cruzeiro em um jogo-treino nesta quinta-feira, 16 de julho, é comandado por Donizete Amorim, um ex-jogador que faz parte da rica história do clube celeste. Com 50 anos, Donizete atuou como volante da Raposa durante seis temporadas e foi integrante do elenco que conquistou a Copa Libertadores em 1997.
A partida preparatória, realizada na Toca da Raposa 2, terminou com uma expressiva vitória do Cruzeiro por 8 a 1. Após o apito final, Donizete recebeu das mãos do atual técnico do Cruzeiro, Artur Jorge, uma camisa personalizada do clube, estampada com seu nome e o número 8, que foi o mesmo que ele usou durante sua trajetória como jogador. Em retribuição, o ex-atleta presenteou o treinador português com uma camisa do Ipatinga, onde atualmente exerce a função de técnico.
Natural de Belo Horizonte, Donizete Leal de Amorim começou sua carreira nas categorias de base do Cruzeiro, estreando como profissional em 1993. Sua primeira passagem pelo clube durou até 1995, mas ele retornou em outras duas ocasiões, consolidando sua importância na história do time. Durante sua trajetória no Cruzeiro, além da conquista da Libertadores, ele também foi campeão do Campeonato Mineiro em 1997, da Recopa Sul-Americana em 1998 e da Copa dos Campeões Mineiros em 1999. Ao todo, Donizete disputou 93 partidas com a camisa estrelada, marcando cinco gols.
Após deixar o Cruzeiro, Donizete teve passagens por diversos clubes brasileiros, incluindo Vitória, Fluminense, Athletico Paranaense, Juventude e América. Sua carreira como jogador foi marcada por atuações destacadas e uma versatilidade que lhe permitiu se adaptar a diferentes equipes e estilos de jogo.
Atualmente, como treinador, Donizete chegou ao comando do Ipatinga em maio de 2026, após uma trajetória que incluiu a função de gerente de futebol no North, de Montes Claros. Sua experiência como jogador e agora como técnico traz uma perspectiva valiosa para a equipe do Ipatinga, que busca se destacar nas competições em que participa.
A troca de presentes entre Donizete e Artur Jorge simboliza não apenas o respeito e a admiração entre os dois profissionais, mas também a continuidade de uma tradição no futebol brasileiro, onde a história e a memória dos grandes jogadores são celebradas nas novas gerações. A presença de Donizete na Toca da Raposa reafirma a conexão entre passado e presente, destacando a importância dos ídolos na construção da identidade de um clube.







