A poucos dias do início das convenções partidárias, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem intensificado suas articulações para definir as candidaturas ao Senado da base governista nos estados. A estratégia do Palácio do Planalto é ampliar a bancada aliada no Senado, o que, segundo a avaliação do governo, pode ser crucial para garantir a governabilidade a partir de 2027, caso Lula seja reeleito.
Em 2023, haverá uma renovação significativa no Senado, com dois terços das cadeiras em disputa. No total, 54 das 81 vagas estarão abertas nas eleições de outubro, tornando a disputa pelo Senado uma prioridade para os partidos e lideranças políticas em todo o país. O fortalecimento da bancada é visto como essencial para facilitar a aprovação de projetos prioritários em um possível novo mandato de Lula.
Nos últimos dias, Lula se envolveu diretamente em negociações em vários estados. Um dos acordos mais destacados foi no Ceará, onde o presidente conseguiu que o senador Cid Gomes (PSB) se lançasse à reeleição na chapa do governador Elmano de Freitas (PT). A definição da segunda vaga ao Senado na aliança governista, no entanto, ainda permanece em negociação, refletindo a complexidade das articulações políticas em jogo.
Além disso, Lula tem participado de reuniões com líderes partidários para resolver impasses em estados onde há disputas acirradas entre aliados pelas vagas ao Senado. A intenção é minimizar conflitos internos antes das convenções, evitando divisões que possam enfraquecer os palanques estaduais durante a campanha eleitoral. Essa abordagem busca consolidar uma frente unida em um momento crítico para a formação das chapas.
As convenções partidárias ocorrerão entre os dias 20 de julho e 5 de agosto. Nesse período, partidos e federações têm a oportunidade de oficializar suas candidaturas para diversos cargos, incluindo presidente da República, governador, senador, deputado federal, deputado estadual e deputado distrital. Para o Partido dos Trabalhadores, a convenção nacional está agendada para o dia 2 de agosto, em São Paulo, onde se espera a confirmação da candidatura de Lula à reeleição. Além disso, é aguardada a confirmação de Geraldo Alckmin (PSB) como candidato a vice-presidente na chapa governista.
Nos bastidores, a análise do Planalto sugere que a definição antecipada das chapas ao Senado pode contribuir para a redução de disputas internas entre os partidos aliados, fortalecendo assim os palanques estaduais. O governo acredita que uma bancada ampliada no Senado será fundamental para facilitar as negociações com a Presidência do Congresso Nacional, atualmente ocupada pelo senador Davi Alcolumbre (União-AP), além de permitir uma maior agilidade na aprovação de projetos considerados essenciais para a administração pública.








