O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu nesta terça-feira (21) o presidente libanês, Joseph Aoun, na Casa Branca, onde reiterou o apoio dos EUA ao Líbano em seus esforços para estabelecer um acordo de paz com Israel e reduzir a influência do Hezbollah no país. Durante a reunião no Salão Oval, Trump destacou que o Líbano tem enfrentado desafios significativos devido a décadas de conflitos, assegurando que Washington continuará a oferecer assistência ao país. “Vamos ajudar o Líbano. Vamos ajudar muito”, afirmou o presidente americano.
A visita de Joseph Aoun marca a primeira vez que um presidente libanês se encontra com um presidente dos EUA na Casa Branca desde 2009. O encontro ocorre em um momento crítico para a estabilidade da região, especialmente considerando os esforços do governo libanês para consolidar sua autoridade e segurança. Ex-comandante das Forças Armadas Libanesas, Aoun enfatizou a necessidade de fortalecer o Exército libanês como uma condição essencial para restaurar a autoridade do governo em todo o território nacional. Segundo ele, as Forças Armadas são “a espinha dorsal da segurança e da estabilidade” do Líbano.
Aoun solicitou a continuidade do apoio militar dos Estados Unidos, alertando que, sem esse suporte, o Líbano pode voltar a enfrentar a instabilidade que caracterizou sua guerra civil, que começou na década de 1970. O governo libanês está buscando aumentar a presença do Exército no sul do país, conforme estipulado em um acordo mediado pelos Estados Unidos com Israel. Essa estratégia visa substituir a atuação do Hezbollah na região e demonstrar que o Estado libanês é capaz de controlar suas fronteiras.
O presidente libanês deixou claro que seu principal objetivo é pôr fim às hostilidades entre Líbano e Israel de forma definitiva. “Nosso objetivo final é acabar com os confrontos entre os dois países para sempre”, declarou. No entanto, a situação na região continua tensa. Nesta terça-feira, o Exército libanês acusou tropas israelenses de abrir fogo contra seus militares em uma das chamadas “zonas piloto”, áreas designadas para a retirada gradual de Israel. Em resposta, as Forças de Defesa de Israel afirmaram que os soldados libaneses haviam avançado para uma área não prevista no acordo e que os disparos realizados foram apenas de advertência.
Outro desafio significativo para o governo de Aoun é o desarmamento do Hezbollah. Desde que assumiu a presidência no início de 2025, Aoun tem defendido que todas as armas no Líbano devem estar sob controle do Estado. Contudo, o Hezbollah rejeita essa proposta e se opõe às negociações com Israel. Antes do encontro com Trump, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, declarou que o Líbano “nunca alcançará uma paz verdadeira” enquanto o Hezbollah continuar armado, ressaltando a complexidade da situação política e militar no país.
A reunião entre Trump e Aoun, portanto, não apenas reafirma o compromisso dos Estados Unidos com o Líbano, mas também sublinha os desafios persistentes que o país enfrenta em sua busca por estabilidade e paz na região.








