O Arraial de Belô 2026 ganha neste ano uma inovação ambiental de destaque, com a instalação de árvores líquidas no entorno do Mineirinho. O recurso, desenvolvido para fins de sustentabilidade, utiliza microalgas para capturar dióxido de carbono (CO2) presente na atmosfera. A abertura do evento acontece nesta sexta-feira (24), e a cerimônia de montagem, testes de sonorização e organização do espaço teve continuidade ao longo da manhã, com as equipes trabalhando para assegurar a infraestrutura necessária aos visitantes.
A movimentação no complexo do Mineirinho foi marcada pela conclusão dos trabalhos no palco principal e na ambientação. O espaço recebeu elementos visuais como bandeirinhas coloridas, pórticos temáticos, mesas de madeira, bistrôs e estandes de bares e restaurantes, compondo um cenário que busca conciliar festança com organização. A logística de atendimento ao público incluiu banheiros químicos estrategicamente distribuídos e apoio médico com uma ambulância de UTI móvel à disposição, em consonância com padrões de segurança de eventos de grande porte.
As duas árvores líquidas, instaladas na área externa do ginásio, possuem formato de palmeira e funcionam como biofotorreatores. Os cilindros transparentes contêm um líquido esverdeado no qual residem microalgas responsáveis pela absorção de CO2 de forma contínua, contribuindo para a melhoria da qualidade do ar local. O sistema é movido a energia elétrica e água, e, além da função de purificação, também gera biomassa que pode ser aproveitada como biofertilizante.
Sobre o desenvolvimento técnico, as estruturas foram desenhadas para oferecer bancos integrados aos visitantes, criando espaços de convivência ao ar livre. Ao longo dos cinco dias de festa, haverá monitoramento em tempo real das árvores líquidas, permitindo acompanhar o desempenho da solução tecnológica durante o evento. A Belotur, empresa de turismo da cidade, explica que a iniciativa busca aliar o entretenimento a ações de conscientização sobre soluções climáticas aplicáveis a grandes eventos públicos.
Objetivo e participação acadêmica
O projeto é aliado à visão de sustentabilidade do Arraial de Belô 2026, com o objetivo de ampliar o debate sobre redução de emissões e melhoria da qualidade do ar em ambientes de grande circulação de pessoas. O professor Antônio Mazza, curador científico da iniciativa, estará presente no local para explicar a tecnologia aos visitantes e prestar esclarecimentos sobre o funcionamento das biofotorreatoras, além de responder dúvidas sobre o impacto ambiental da instalação.
Em síntese, o evento oferece uma combinação entre programação cultural e demonstrativo de soluções inovadoras para desafios climáticos, mantendo o foco na experiência do público, sem abrir mão de critérios de segurança, organização e acessibilidade. A proposta da organização é que o Arraial de Belô 2026 seja lembrado não apenas pela festive dança e música, mas também pela forma como integrou tecnologia e responsabilidade ambiental ao espaço público.







