
Uma fotografia feita por um pastor pode ser o último registro em vida de cinco pessoas que morreram afogadas no rio Scioto, no estado de Ohio, nos Estados Unidos. O grupo havia ido ao local para pescar e passar um período de lazer quando uma tentativa de socorro terminou em tragédia.
As vítimas foram identificadas pelas autoridades como José Mario Pineda Diaz, de 33 anos; Marina Suyapa Regalado Miranda, de 29; Miguel Ángel Guerra Ruiz, de 34; Carmen Idalia Ferrera Lara, de 30; e Jonathan Gabriel Vargas, de 18 anos. Quatro deles formavam dois casais.
O afogamento aconteceu no domingo, 19 de julho de 2026, em um trecho do rio próximo à cidade de Powell, na região metropolitana de Columbus. De acordo com as primeiras informações divulgadas pelas autoridades, uma pessoa começou a enfrentar dificuldades dentro da água e os outros integrantes do grupo entraram no rio para tentar ajudá-la. Nenhum dos cinco adultos conseguiu retornar à margem.
Criança correu para pedir ajuda
A ocorrência foi descoberta depois que um motorista encontrou uma criança assustada correndo por uma estrada próxima ao rio. O condutor acionou o serviço de emergência, dando início às buscas.
Duas mulheres foram retiradas da água ainda na noite de domingo e encaminhadas para atendimento médico, mas não resistiram. Os corpos dos três homens foram encontrados no dia seguinte, quando a operação já havia passado da fase de resgate para a recuperação das vítimas.
Duas crianças que estavam com o grupo ficaram sob os cuidados temporários dos serviços de proteção do estado de Ohio. As autoridades passaram a procurar familiares ou pessoas próximas que pudessem assumir a guarda delas. As famílias também receberam assistência consular, pois quatro das vítimas eram cidadãos de Honduras.
Pastor fez fotografia pouco antes do acidente
Horas antes da tragédia, o pastor Marcus L. Martin navegava pelo rio Scioto quando percebeu cinco pessoas pescando em um trecho considerado perigoso.
Martin, que navega pela região há mais de dez anos, registrou o grupo com a água aproximadamente na altura da cintura. Depois de tomar conhecimento das mortes, ele concluiu que a fotografia poderia representar o último registro das cinco vítimas ainda vivas.
Segundo o pastor, o local apresenta mudanças bruscas de profundidade e correnteza capaz de surpreender quem entra na água. Ele relatou ter ficado preocupado ao avistar o grupo, mas afirmou que não conseguiu se aproximar com segurança devido às condições do rio e ao risco de a embarcação provocar ondas perto dos pescadores.
A fotografia mostra os integrantes do grupo próximos uns dos outros, aparentemente durante a pescaria. O registro ganhou repercussão internacional depois de ser divulgado pela imprensa norte-americana.
Quem eram as vítimas
José Mario e Marina eram casados. Miguel Ángel e Carmen também formavam um casal. Os quatro eram naturais de Honduras e moravam na região de Columbus.
Campanhas de arrecadação foram organizadas para auxiliar no traslado dos corpos, nas despesas funerárias e no atendimento aos familiares. As autoridades hondurenhas também acompanharam o caso e prestaram apoio aos parentes das vítimas.
A vítima mais jovem era Jonathan Gabriel Vargas, de 18 anos. Conforme familiares, o rapaz tinha planos de seguir carreira na Marinha dos Estados Unidos e tornar-se bombeiro.
Correnteza estava mais forte
As autoridades informaram que a água estava com correnteza intensa no momento do acidente. A dinâmica exata ainda é investigada, mas a principal hipótese é que uma pessoa tenha começado a se afogar e que os demais tenham entrado no rio em sequência para tentar salvá-la.
O caso chama a atenção para o perigo das tentativas de resgate sem equipamentos adequados. Em rios com correnteza, uma pessoa que tenta ajudar diretamente pode também ser arrastada, ampliando o número de vítimas.
A recomendação dos serviços de emergência é acionar imediatamente o socorro e, quando possível, lançar objetos flutuantes ou cordas a partir de um local seguro, sem entrar na água. O uso de coletes salva-vidas também é considerado essencial em embarcações e atividades realizadas em rios.
A investigação sobre a tragédia permanece sob responsabilidade do Departamento do Xerife do Condado de Delaware.








