O ex-vereador Carlos Bolsonaro não compareceu à convenção do Partido Liberal (PL) deste sábado (25), evento que confirmou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Em vez de estar presente, Carlos viajou aos Estados Unidos para se encontrar com o irmão Eduardo Bolsonaro e gravou um vídeo em apoio à candidatura de Flávio. A informação é publicada com base na colunista Jussara Soares, da CNN Brasil, e foi confirmada por três interlocutores da própria família.
Conforme apurado, o encontro nos Estados Unidos ocorreu no momento em que o comicio interno do PL anunciava formalmente o nome de Flávio Bolsonaro como postulante ao Planalto. No material gravado, Carlos Bolsonaro – que disputa uma vaga no Senado por Santa Catarina – afirma que Flávio “assume oficialmente o lugar do pai”, uma fala que, segundo relatos, emocionou o senador em meio à celebração da sigla. A filmagem foi divulgada como apoio público à candidatura do irmão.
O vídeo traz as palavras de Carlos sobre a trajetória da família e a percepção de que a candidatura de Flávio representa uma oportunidade decisiva para o país. O ex-vereador expressou, com ênfase, a crença de que o projeto político da família busca representar “os que o povo quer que sejamos” e reconheceu que esse enfrentamento tem custos históricos. Em sua fala, ele afirma: “No início éramos poucas vozes, mas aos poucos fomos conquistando os corações das pessoas de bem. Esse movimento cresceu e elegeu um presidente da República, não porque somos bons, mas porque representamos os que o povo quer que sejamos. Isso nos custa caro há décadas, mas o couro é duro e podem nos subestimar, como sempre fizeram, mas eu tenho certeza absoluta da vitória do Brasil.”
Sobre o tamanho da vitória que defendia para Flávio e o potencial papel do irmão na perenidade do projeto político, Carlos acrescentou: “É a nossa última chance de livrar o país desse sistema tóxico da esquerda e resgatarmos o que sobrou da democracia, pois o próximo presidente indicará mais de 70 juízes de tribunais. A cada dia que passa, se infiltram mais em todas as esferas de poder, negando o Criador, negando os valores da família, lesando a pátria, tolhando a liberdade, prendendo, torturando e matando inocentes.”
O ex-vereador também abordou, de modo contido, as divergências que costumam fazer parte de qualquer núcleo familiar. Em tom de conciliação, ele afirmou: “Como qualquer família tivemos momentos de concordância e divergência, mas uma coisa nunca faltou: respeito, amor fraterno e confiança que construímos ao longo desse caminho.” A declaração reforça a leitura de que, mesmo com vozes discordantes, o alinhamento institucional dentro do grupo permanece, segundo a narrativa da matéria, preservando vínculos de apoio mútuo entre os membros envolvidos na disputa pública.
Fontes e confirmação: as informações foram inicialmente veiculadas pela colunista Jussara Soares, da CNN Brasil, e, segundo três interlocutores da família Bolsonaro, correspondem aos acontecimentos ocorridos na semana da convenção do PL. O episódio, ao mesmo tempo em que evidencia uma estratégia de comunicação coordenada entre Carlos e Flávio, também aponta para uma dinâmica de alianças que pode influenciar o tom e o conteúdo das articulações futuras entre familiares próximos no campo político.







