Cleitinho fora da disputa pelo Governo de Minas é o cenário considerado por dirigentes partidários nas negociações realizadas nesta terça-feira (28). De acordo com informações publicadas pelo site PlatôBR e pelo jornal O Globo, o senador do Republicanos pode anunciar que não concorrerá ao Palácio Tiradentes nas eleições de 2026. Com isso, Republicanos e PL avaliam apoiar Marcelo Aro, do Progressistas.
A decisão ainda não foi anunciada oficialmente por Cleitinho, pelo Republicanos ou por Marcelo Aro. Portanto, o movimento deve ser tratado como uma articulação de bastidores. O senador é conhecido por mudar estratégias e nunca havia confirmado formalmente que disputaria o Governo de Minas, apesar de liderar as pesquisas de intenção de voto.
A reportagem entrou em contato com a assessoria do senador, mas até o momento, não retornou.
O que se sabe sobre a possível desistência de Cleitinho?
Cleitinho não compareceu à convenção estadual do Republicanos, realizada no sábado (25), em Belo Horizonte. A direção da legenda esperava uma manifestação sobre a candidatura durante o encontro, mas decidiu deixar a ata aberta e continuar as negociações até o início de agosto.
O senador atravessava um período de luto pela morte do irmão mais novo, Matheus Azevedo, ocorrida na semana anterior. A ausência foi atribuída a essa situação familiar e impediu que a direção estadual concluísse as definições sobre a chapa majoritária.
Mesmo sem a presença de Cleitinho, o Republicanos autorizou conversas com partidos que integram o grupo político de Marcelo Aro. A direção nacional da legenda já havia admitido que poderia apoiar o ex-secretário caso o senador desistisse da candidatura ao governo.
Por que Marcelo Aro virou alternativa para Republicanos e PL?
Marcelo Aro deixou a Secretaria de Estado de Governo de Minas Gerais em abril para participar das eleições. Inicialmente, ele trabalhava para disputar uma das duas vagas mineiras ao Senado, com apoio da federação formada por Progressistas e União Brasil.
Nos últimos dias, entretanto, dirigentes passaram a defender uma candidatura de Aro ao Governo de Minas. A avaliação é que o nome poderia reunir PP, União Brasil, Republicanos, PL e outras legendas que buscam uma candidatura de centro-direita diferente do governador Mateus Simões, do PSD.
O PL aguardava a definição de Cleitinho porque pretendia apoiá-lo em troca de um palanque estadual para a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. A convenção estadual da legenda terminou sem candidato ao governo e manteve abertas as negociações.
Caso Cleitinho confirme a desistência, dirigentes do PL avaliam abandonar os planos de lançar Flávio Roscoe ou Vittorio Medioli e apoiar Marcelo Aro. Nenhuma dessas decisões, porém, havia sido formalizada até a publicação desta reportagem.
Aro também ainda não anunciou publicamente que pretende trocar a disputa pelo Senado pela corrida ao Palácio Tiradentes. Nos bastidores, aliados consideram que a eleição para senador está congestionada, com nomes como Marília Campos, Aécio Neves, Carlos Viana, Domingos Sávio e outros pré-candidatos.
A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta terça-feira mostrou Cleitinho com 35% das intenções de voto para governador. Alexandre Kalil apareceu com 12%, Patrus Ananias com 10% e Mateus Simões com 6%. A ausência do líder da pesquisa provocaria uma reorganização significativa do cenário eleitoral.









