O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), manifestou nesta quinta-feira, 30 de novembro, sua insatisfação com as ações do ex-secretário Marcelo Aro (PP) relacionadas à tentativa de construir uma candidatura própria ao governo do estado. Em entrevista exclusiva à Itatiaia, Simões afirmou que se sentiu decepcionado com as movimentações de Aro, que, segundo ele, tentou estabelecer uma narrativa de independência política após anos de colaboração no governo estadual.
Simões revelou que, apesar de ter sido professor de Marcelo Aro no passado, sua relação com o ex-aliado se deteriorou devido às articulações recentes. Ele destacou que Aro, que ocupou posições estratégicas no governo de Romeu Zema, como chefe da Casa Civil e secretário de Governo, teria passado quatro anos dentro do Executivo mineiro, período em que, na visão do governador, parasitou o poder sem demonstrar lealdade ou alinhamento às estratégias do governo.
O governador afirmou que a decisão de Aro de buscar uma candidatura própria ao cargo de governador ou ao Senado, sem o apoio do grupo político de Simões, foi uma surpresa negativa. Segundo ele, Aro estaria tentando justificar sua saída do projeto político oficial com uma narrativa de que a chegada de Viana ao PSD teria sido o motivo de sua decisão, além de alegar que a presença de outro candidato na chapa teria influenciado sua postura. Contudo, Simões reforçou que, na sua avaliação, Aro estaria buscando uma justificativa para um projeto pessoal, distanciando-se do grupo político ao qual esteve ligado por anos.
O contexto político de Minas Gerais tem sido marcado por disputas internas e mudanças de alianças, especialmente na corrida pelo governo estadual. Aro, que durante o governo Zema foi responsável pela articulação política, tinha inicialmente planos de disputar uma vaga ao Senado na chapa de Simões, que buscava a reeleição. No entanto, após sua saída do governo, suas movimentações indicam uma tentativa de se lançar como candidato independente, o que gerou desconforto e críticas do atual governador.
Até o momento, a reportagem da Itatiaia tentou contato com Marcelo Aro para obter sua versão sobre as declarações de Simões, mas não houve retorno até o fechamento desta matéria. A postura do ex-secretário, portanto, permanece sem manifestação pública, deixando o cenário político mineiro ainda mais incerto em relação às próximas movimentações de ambos os atores políticos.
A relação entre Simões e Aro, que já foi de colaboração dentro do governo, agora se apresenta marcada por desconfianças e divergências, refletindo as complexidades das disputas internas no cenário político de Minas Gerais. A situação evidencia as tensões que permeiam as estratégias de candidatura e as alianças em um momento de intensas disputas pelo poder no estado.






