A Polícia Militar de Minas Gerais realizou nesta sexta-feira, 31 de outubro, uma operação que resultou na descoberta de uma infraestrutura de mineração de bitcoin instalada dentro de um ferro-velho localizado na Vila Bimbarra, na região Oeste de Belo Horizonte. Durante a ação, um funcionário do estabelecimento foi detido por envolvimento na atividade irregular.
A operação decorreu de uma investigação conjunta entre a Polícia Militar e a Prefeitura de Belo Horizonte, após a identificação de um material de cobre no ferro-velho cujo responsável pelo local não conseguiu explicar a origem do material. A partir dessa constatação, os agentes intensificaram as buscas pelo estabelecimento, o que culminou na descoberta de uma “fazenda” de mineração de criptomoedas no segundo andar do imóvel.
Segundo o tenente Gabriel da Silva, responsável pela operação, ao se aproximarem do local, os policiais perceberam um comportamento suspeito por parte do funcionário, o que motivou a inspeção detalhada. No interior do espaço, foram encontradas aproximadamente 15 máquinas de mineração, cada uma avaliada em cerca de R$ 8 mil, além de três servidores utilizados na operação.
A atividade de mineração de bitcoin, considerada uma operação de alta demanda de energia, também envolvia um esquema de furto de energia elétrica, conhecido como “gato”. A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) foi acionada e confirmou a prática ilícita, estimando que o consumo de energia furtada atingia entre R$ 50 mil e R$ 60 mil. De acordo com o tenente Gabriel da Silva, o valor total das máquinas, sem considerar a instalação, supera os R$ 200 mil.
Este foi o primeiro caso registrado em Minas Gerais de instalação de uma “fazenda” de mineração de criptomoedas em uma estrutura clandestina. O tenente destacou que, embora ocorrências semelhantes já tenham sido identificadas no Rio de Janeiro, esta é a primeira de sua natureza no estado mineiro. Além disso, ressaltou que as máquinas apreendidas possuem origem internacional, uma vez que, até o momento, não há registros de fabricação nacional de equipamentos desse tipo.
O proprietário do ferro-velho não foi localizado até o momento, e as investigações continuam para determinar a origem dos materiais utilizados na atividade ilegal, bem como possíveis conexões com outros delitos. A apreensão evidencia o crescimento de atividades clandestinas de mineração de criptomoedas, que demandam elevado consumo de energia e representam riscos à segurança e à economia local.








