Uma reunião realizada nesta segunda-feira, 3 de outubro, em Brasília resultou na decisão de encerrar a candidatura do senador Cleitinho (Podemos) à reeleição ao Senado Federal. O encontro, que durou aproximadamente cinco horas, contou com a presença de diversos atores políticos e de lideranças partidárias, incluindo o ex-secretário de Romeu Zema (Novo), Marcelo Aro, que foi a única figura externa ao núcleo do Republicanos presente na reunião. Aro foi levado ao encontro pelo deputado estadual Pastor Carlos Henrique (Republicanos) e representou uma tentativa de viabilizar uma alternativa à candidatura de Cleitinho, que vinha sendo articulada antes do partido sinalizar que desistiria do apoio ao senador.
Participaram do encontro o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira; o presidente estadual, Euclydes Pettersen; o próprio senador Cleitinho; seu pretenso vice, Luís Eduardo Falcão (Republicanos), ex-presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), além da esposa dele, a deputada estadual Ludmila Falcão (Republicanos). O ambiente foi marcado por tensões internas e negociações acaloradas, com Aro buscando consolidar seu nome como cabeça de chapa. Durante o encontro, Aro afirmou que havia aberto mão de sua candidatura ao Senado, mas que seria tarde demais para retroceder na disputa pela liderança do Executivo estadual. Sua posição recebeu apoio de Antônio Rueda, presidente da federação União Brasil/Republicanos, que participou do debate por telefone.
Cleitinho, por sua vez, tentou manter a sua candidatura ao indicar Falcão como vice, estratégia que não convenceu os demais participantes. Diante da pressão exercida por aliados e lideranças partidárias, o senador decidiu desistir de disputar o pleito. Após a decisão, Cleitinho saiu da sala acompanhado por Marcos Pereira e Euclydes Pettersen. Momentos depois, foi gravado um vídeo em que aparece visivelmente emocionado, chorando e explicando que não será candidato devido ao seu estado emocional agravado pela morte do irmão, o que teria afetado sua disposição para a campanha.
A indefinição permanece, uma vez que Aro pretende disputar a cabeça de chapa, mas encontra resistência dentro do Republicanos e do Partido Liberal (PL). Este último partido, que também busca uma aliança forte, tem considerado a apresentação de um nome próprio para a disputa, com nomes como os empresários Vittóroo Medioli e Flávio Roscoe sendo cotados para o cargo. Além disso, o ex-prefeito de Divinópolis, Gleidson Azevedo (Republicanos), pré-candidato a deputado federal, já manifestou publicamente que não apoiará a candidatura de Aro. Segundo apuração da coluna, Cleitinho também pode se recusar a declarar apoio a Aro, o que reforça a complexidade do cenário político em Minas Gerais para as eleições de 2024.









