Após um período de intenso tumulto interno e indefinições, o partido Republicanos anunciou oficialmente, na manhã desta quinta-feira (6), que pretende lançar candidatos próprios às eleições de 2026 em Minas Gerais, incluindo os cargos de governador, vice-governador e senador. A decisão foi comunicada por meio de uma nota oficial do Diretório Estadual da sigla, que destacou a definição de que os registros das candidaturas serão feitos dentro do prazo estabelecido pelo calendário eleitoral.
A crise interna teve início com as constantes mudanças de posicionamento do senador Cleitinho Azevedo, que inicialmente era considerado o principal nome do partido para disputar o governo estadual. Cleitinho chegou a ser apontado como o favorito para a candidatura ao cargo máximo do Executivo mineiro, com o ex-prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão, sendo cotado para a vice-governadoria. Contudo, nos dias que antecederam a decisão, o cenário começou a se alterar.
Na semana passada, o partido divulgou uma nota oficial informando que Cleitinho Azevedo não seria mais candidato ao governo de Minas. Essa decisão ocorreu após várias idas e vindas, que envolveram declarações contraditórias do senador. No mesmo dia, Cleitinho convocou uma coletiva em Divinópolis, cidade localizada no Centro-Oeste de Minas Gerais, na qual afirmou que desejava reconsiderar sua decisão de não disputar e pediu ao partido que reavaliasse a situação, demonstrando interesse em manter sua candidatura.
A reviravolta mais significativa ocorreu na segunda-feira (3), quando Cleitinho gravou um vídeo ao lado do presidente nacional do Republicanos, deputado Marcos Pereira. Nessa gravação, o senador declarou que havia mudado de ideia e que gostaria de ser candidato ao governo estadual, justificando sua mudança de posição após conversas com familiares. Essa declaração reacendeu a expectativa de uma disputa interna, mas também gerou questionamentos internos no partido.
Na sequência, na terça-feira (4), Cleitinho participou da convenção nacional do Republicanos e afirmou que desejava retomar sua candidatura, alegando arrependimento por ter desistido anteriormente. Sua participação, no entanto, não foi suficiente para alterar a postura do partido, que, por meio de seu presidente, manifestou que o assunto já estava resolvido e que não poderia lançar uma candidatura de alguém considerado “instável” como o senador. A decisão final do partido, portanto, foi pela candidatura própria, sem o nome de Cleitinho na lista de postulantes ao Executivo mineiro.
A movimentação evidencia a complexidade do cenário político do Republicanos em Minas Gerais, que busca consolidar suas candidaturas diante de um contexto de instabilidade e disputas internas. A decisão de lançar nomes próprios reforça a intenção da sigla de fortalecer sua presença nas eleições de 2026, mesmo após as turbulências envolvendo o principal nome da legenda na disputa pelo governo estadual.








