As negociações para a indicação do vice-governador na chapa de Mateus Simões (PSD), candidato ao governo de Minas Gerais, não avançaram conforme o esperado, resultando na exclusão do Partido Novo da disputa majoritária apoiada pelo ex-governador Romeu Zema. O episódio evidencia as dificuldades enfrentadas pelas legendas na composição de alianças e a complexidade das negociações políticas na corrida pelo Palácio Tiradentes neste ano.
Após a saída de Simões do Partido Novo, no início de 2023, para filiar-se ao PSD e concorrer à reeleição ao governo estadual, lideranças do partido de Zema afirmaram que caberia ao ex-governador definir o nome que integraria a chapa ao lado do candidato. O Partido Novo, que anteriormente apoiava Zema, apontou inicialmente dois nomes para compor a vaga de vice: a vereadora Fernanda Altoé, de Minas Gerais, e o ex-deputado Tiago Mitraud, uma figura de destaque na legenda. Contudo, as negociações não avançaram de forma satisfatória e, na noite de quarta-feira, dia 5, as conversas internas e externas culminaram na definição de uma outra composição.
Após uma série de negociações envolvendo a federação entre União Brasil e Progressistas (PP), o nome escolhido para a vice na chapa de Simões foi o do ex-deputado federal Danilo de Castro, filiado ao União Brasil. Essa decisão ocorreu após uma série de idas e vindas, demonstrando a complexidade das alianças e o peso das negociações na definição do quadro político em Minas Gerais. A escolha de Castro, que já foi deputado federal, marca uma mudança significativa na estratégia do partido e reflete as disputas internas e externas que permeiam o processo de formação de alianças na eleição deste ano.
Enquanto isso, o Partido Novo indicou para a disputa majoritária o nome de Marco Antônio Costa, conhecido popularmente como “Superman”. A indicação gerou controvérsia interna, uma vez que, até então, o partido vinha discutindo a possibilidade de lançá-lo para uma vaga na Câmara dos Deputados, e não para o Senado, como acabou sendo definido. Essa disputa interna evidencia as divergências e o esforço do partido em consolidar uma candidatura que pudesse representar seus interesses na eleição de 2024.
Além disso, o presidente da legenda em Minas Gerais, Christopher Laguna, afirmou, há cerca de duas semanas, que o Partido Novo não teria candidatura própria ao Senado na eleição deste ano, reforçando a postura de que a legenda estaria focada em outros pleitos e alianças. Essa declaração reforça a impossibilidade de o partido participar da disputa pelo Senado na chapa de Simões, consolidando sua ausência na corrida majoritária do Executivo estadual.
A ausência do Partido de Zema na chapa de Mateus Simões evidencia as dificuldades de articulação e as disputas internas que marcaram o processo de formação de alianças para as eleições de 2024 em Minas Gerais. A definição do vice e a composição final das chapas refletem não apenas interesses políticos, mas também as estratégias de cada legenda para consolidar suas posições na corrida eleitoral.









