Neste domingo (16 de agosto), episódios de violência envolvendo membros da torcida organizada Galoucura foram registrados tanto dentro quanto fora da Arena MRV, em Belo Horizonte, durante o confronto entre Atlético e Grêmio. Os incidentes tiveram início na própria arena, com uma confusão que resultou na condução de cinco indivíduos à Polícia Civil, além de um novo confronto ocorrido posteriormente na Via Expressa, nas proximidades do estádio.
De acordo com informações da Polícia Militar, a primeira confusão começou na região dos bares localizados na Arena MRV e se estendeu até o setor Sul superior do estádio. Os tumultos envolveram torcedores do Atlético de Minas Gerais e integrantes da Galoucura, torcida organizada do clube. Para dispersar o grupo de agressores, as forças de segurança utilizaram spray de pimenta, granadas de efeito químico, gás lacrimogêneo e bastões, ações que resultaram na imobilização de cinco homens. Estes foram conduzidos à sala de ocorrências instalada no estádio, onde posteriormente foram apresentados a um delegado e permaneceram à disposição da Polícia Civil para procedimentos legais.
Além das ações dentro do estádio, a Polícia Militar informou que imagens captadas pelo Centro de Controle Operacional mostraram integrantes da Galoucura usando camisetas de um grupo chamado “Bate e Espanca”. Este grupo, segundo os policiais, teria ligação anterior com a organizada e é conhecido por ações violentas. Os torcedores que portavam as camisetas deixaram o local rapidamente após a intervenção do Batalhão de Choque, sem serem conduzidos à delegacia.
Após o término do jogo, um novo episódio de confronto foi registrado na Via Expressa, uma via de acesso à Arena MRV. Vídeos divulgados nas redes sociais mostram um grupo maior de integrantes da Galoucura avançando em direção a torcedores rivais, arremessando objetos e iniciando uma briga generalizada. Ainda não há informações confirmadas sobre prisões, feridos ou ocorrências policiais específicas relacionadas a esse confronto externo até o momento da publicação desta matéria.
Torcedores ligados à Galoucura relataram que os confrontos teriam origem em uma disputa interna pelo controle da própria torcida organizada. Entre os pontos de desacordo, estão questões relacionadas à administração financeira, à distribuição de materiais de apoio e à postura da torcida diante da diretoria do clube e da Sociedade Anônima de Futebol (SAF) do Atlético. A reportagem tentou contato com representantes da Galoucura para obter uma manifestação oficial sobre essas alegações de disputa interna, mas aguarda retorno. Assim que houver uma resposta, o texto será atualizado para refletir as informações adicionais.








