O Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) de Belo Horizonte anunciou a suspensão temporária do recebimento de novos animais a partir desta terça-feira, dia 18 de agosto. A medida foi tomada após a identificação de circovírus em um dos animais recentemente encaminhados à unidade, uma ação coordenada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em parceria com o Instituto Estadual de Florestas (IEF). A decisão tem caráter preventivo, visando conter a possível disseminação do vírus entre as espécies atendidas pelo centro.
Durante o período de suspensão, os animais silvestres resgatados em estado crítico, que necessitem de atendimento emergencial, deverão ser encaminhados ao Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras) de Divinópolis, que continuará operando normalmente para atender às demandas de emergência. Essa medida busca garantir a segurança sanitária tanto dos animais quanto dos profissionais envolvidos nos processos de reabilitação.
Segundo informações do Ibama e do IEF, o circovírus é um agente infeccioso altamente transmissível entre aves, com potencial de afetar o sistema imunológico de espécies como papagaios, araras e outras aves silvestres. A presença do vírus em uma unidade de atendimento de animais silvestres reforça a necessidade de ações preventivas, uma vez que a transmissão rápida pode comprometer a saúde de diversas espécies sob cuidado do centro.
Para enfrentar o surto, os órgãos ambientais elaboraram um plano de ação que inclui o reforço dos protocolos de biossegurança, além do incremento na capacidade laboratorial da unidade de Belo Horizonte. Entre as ações previstas estão a aquisição de novos equipamentos e insumos específicos para o diagnóstico e controle do vírus, bem como a contratação de dois profissionais especializados na área de saúde animal e biossegurança. Essas medidas visam ampliar a capacidade de monitoramento e controle do circovírus, minimizando riscos de contaminação.
Além das ações internas, o Ibama e o IEF irão formalizar um Acordo de Cooperação Técnica com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com o objetivo de fortalecer as ações de pesquisa, diagnóstico e controle do vírus. Também foi criado o Grupo Técnico Especial em Minas Gerais (GTMG), que terá a missão de coordenar as ações relacionadas ao circovírus, acompanhar a situação sanitária das espécies silvestres e subsidiar as decisões futuras acerca das medidas de manejo e reabilitação.
A retomada do recebimento de animais no Cetas de Belo Horizonte será feita de forma gradual, dependendo de uma avaliação criteriosa das condições sanitárias da unidade, da capacidade de alojamento e da existência de alternativas seguras para a reabilitação e destinação dos animais. Os órgãos ambientais informaram que manterão a comunidade informada e comunicarão oficialmente assim que houver condições adequadas para a retomada das atividades normais de recebimento de animais.









