O psiquiatra, escritor e candidato às eleições presidenciais de 2026, Augusto Cury, inicialmente anunciou que não participaria do primeiro debate entre os candidatos à Presidência da República, marcado para a noite deste domingo (23), na TV Band. A decisão, tomada cerca de meia hora antes do início do evento, gerou grande repercussão, especialmente por sua justificativa relacionada às ausências de dois principais concorrentes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). No entanto, pouco tempo antes do início do debate, Cury reverteu sua posição e decidiu participar do confronto.
Na ocasião, Cury afirmou que sua decisão de não comparecer ao debate tinha como base uma percepção de que o evento se tratava de um “teatro”. Segundo suas palavras, ele considerava a iniciativa uma montagem irresponsável, alegando que o ambiente criado não favorecia uma discussão séria e autêntica. Em sua declaração, o candidato criticou a transmissão ao vivo do presidente Lula, que, segundo ele, estaria participando de uma transmissão simultânea em outro canal de televisão, o que, na visão de Cury, reforçaria a ideia de um espetáculo político.
A declaração foi feita diante dos estúdios da Band, na noite de domingo, pouco antes do início do debate, que estava agendado para às 20 horas (horário de Brasília). A postura de Cury chamou atenção pelo timing, já que sua desistência havia sido comunicada apenas 30 minutos antes do evento, provocando questionamentos sobre os motivos de sua mudança de posição.
Além da questão do formato do debate, Augusto Cury revelou estar profundamente magoado com a ausência de Lula e de Flávio Bolsonaro, o que, na sua avaliação, demonstra uma espécie de “ditadura do algoritmo” que, segundo ele, influencia a forma como os candidatos e a mídia se comportam na disputa eleitoral. Em declarações emocionadas, o candidato afirmou que sacrificou sua tranquilidade e deixou de lado projetos pessoais e familiares para participar do debate, justificando sua decisão de se envolver na política como uma forma de contribuir para o país. Ele ressaltou que, apesar das dificuldades, veio até o local por amor ao Brasil e à esperança de uma discussão mais genuína sobre os rumos do país.
Augusto Cury, que é reconhecido por sua vasta produção literária, com cerca de 70 livros publicados em mais de 90 países e uma venda estimada em 30 milhões de exemplares, construiu sua carreira principalmente na área de autoajuda. Sua entrada na política, porém, marca sua primeira incursão formal no cenário partidário. Como candidato às eleições presidenciais de 2026, ele busca ampliar sua influência e dar voz a uma perspectiva diferente no debate político nacional.
O episódio evidencia as tensões e as estratégias que permeiam o atual cenário eleitoral, além de refletir a polarização e os desafios de promover uma discussão democrática de qualidade. A reversão de Cury, pouco antes do início do debate, reforça a complexidade do momento político, marcado por expectativas, críticas e uma forte disputa de narrativas entre os candidatos e seus apoiadores.









