Um incêndio de grandes proporções que atingiu imóveis na Rua Augusto dos Anjos, no bairro Rio Branco, na Região de Venda Nova, em Belo Horizonte, permanece ativo há mais de 18 horas nesta quarta-feira (26). Segundo informações do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), até às 7h30, a corporação já havia utilizado aproximadamente 350.000 litros de água no combate às chamas, indicando a magnitude do incêndio e a complexidade das operações de rescaldo.
O incêndio acometeu três estabelecimentos comerciais na área: uma loja de ração, uma sorveteria e uma distribuidora, além de um depósito de móveis localizado no subsolo de um dos imóveis atingidos. A presença de materiais combustíveis no subsolo, além das dificuldades de ventilação no local, têm dificultado o trabalho dos bombeiros. A tenente Ana Carolina Loss, responsável pelo comando da operação, explicou que o incêndio no subsolo apresenta riscos adicionais devido ao acúmulo de materiais inflamáveis, ao ambiente sem ventilação adequada e às altas temperaturas geradas pelo fogo.
Apesar dos esforços para reduzir a temperatura e conter as chamas na extensão da área afetada, os bombeiros ainda enfrentam dificuldades para extinguir completamente o fogo no subsolo, onde permanecem focos de incêndio ativos. A tenente destacou que, embora tenham conseguido diminuir a intensidade do fogo em algumas áreas, o combate ainda não foi concluído e o risco de reignição permanece até a finalização das operações de rescaldo.
A equipe de reportagem da Itatiaia esteve no local do incêndio e constatou o sentimento de desolação entre os proprietários e trabalhadores dos estabelecimentos atingidos. Pessoas ligadas aos negócios relataram a perda de bens e o impacto emocional causado pelo incidente. Ainda não há uma definição oficial sobre a causa do incêndio, que permanece sob investigação.
A Defesa Civil de Belo Horizonte informou que aguarda a finalização do trabalho de rescaldo pelos bombeiros para realizar uma vistoria de riscos e avaliar os danos materiais e estruturais provocados pelo incêndio. A expectativa é de que, após a liberação da área, seja possível determinar o grau de prejuízos e iniciar os procedimentos de avaliação de segurança para a retomada das atividades comerciais na região.








