Um avião modelo Cirrus SR22, com prefixo PR-VMI, que caiu no distrito de Serra Azul, em Mateus Leme, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, havia realizado um voo de ida ao Rio de Janeiro um dia antes do acidente. A aeronave, que possui Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA) válido emitido pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), saiu do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, na tarde de domingo (24), às 14h, com destino ao Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro. O retorno à capital mineira ocorreu pouco antes das 19h do mesmo dia, indicando que o avião foi utilizado em uma operação de voo de ida e volta na mesma jornada.
Na manhã seguinte, terça-feira (25), a aeronave partiu novamente do Aeroporto da Pampulha às 7h34. Poucos minutos após a decolagem, às 7h49, o piloto realizou um pouso de emergência na mesma pista. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, o avião realizava um voo intermunicipal, com a finalidade de uma possível manutenção, quando apresentou uma pane técnica. Durante o trajeto, a aeronave sofreu uma pequena explosão e iniciou um incêndio a bordo, o que levou o piloto a acionar o sistema de paraquedas da aeronave e realizar um pouso de emergência.
O piloto, de 29 anos, foi resgatado por populares logo após o pouso forçado e, posteriormente, transportado de helicóptero pelo programa Arcanjo para o Hospital João XXIII, na capital mineira. A suspeita inicial, segundo os bombeiros, é de inalação de fumaça. Ainda não há informações sobre seu estado de saúde ou possíveis ferimentos.
A administração do Aeroporto da Pampulha emitiu uma nota oficial afirmando que, durante a decolagem na manhã de terça-feira, não houve qualquer comunicação do piloto com a Torre de Controle do aeroporto relatando emergência, pane ou qualquer outra ocorrência que pudesse indicar problemas na aeronave naquele momento. Essa informação reforça a hipótese de que o incidente foi causado por uma falha técnica inesperada, ocorrida durante o voo.
A investigação do acidente foi oficialmente iniciada pela Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA). Além disso, o Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA III), sediado no Rio de Janeiro, foi acionado para apurar as causas do incidente. Os investigadores estão coletando dados, verificando os danos à aeronave e levantando informações relevantes para determinar as circunstâncias que levaram ao acidente, que ocorreu poucas horas após o voo de ida ao Rio de Janeiro.
Este episódio reforça a importância do acompanhamento técnico e da manutenção preventiva em aeronaves de pequeno porte, além de destacar a rápida resposta das equipes de emergência e as ações de investigação que visam esclarecer as causas do incidente e prevenir futuras ocorrências similares.








