O candidato do PSDB ao Senado por Minas Gerais, Gustavo Galassi, protocolou nesta quinta-feira (27) um pedido de renúncia à sua candidatura junto ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG). A decisão ocorre em um momento de intensas movimentações políticas na legenda, com a expectativa de que o ex-governador Aécio Neves confirme sua participação na disputa pelo cargo na Casa Alta do Congresso Nacional.
A renúncia de Galassi faz parte de uma estratégia do PSDB, que busca consolidar uma candidatura única ao Senado na chapa mineira. A expectativa é de que Aécio Neves, atualmente presidente nacional do partido, anuncie oficialmente sua candidatura nesta sexta-feira (28), na sede do PSDB em Belo Horizonte. Essa movimentação também contou com o anúncio de renúncia do candidato do PDT ao Senado, Marcelo Heringer, que decidiu abrir mão da disputa, fortalecendo a possibilidade de uma única candidatura tucana na eleição.
A presença de Aécio Neves na disputa é vista como um movimento estratégico dos dirigentes das legendas, incluindo Mário Heringer, presidente do PDT em Minas Gerais, e Paulo Abi-Ackel, presidente estadual do PSDB, que atuam para convencer o ex-governador a participar do pleito. A entrada de Aécio na corrida ao Senado deve consolidar uma chapa com candidatura única, o que é considerado importante para fortalecer a presença do partido na disputa.
Aécio Neves, que já foi uma figura central na política mineira e nacional, havia anunciado no início de agosto que não pretendia disputar as eleições de 2026. Na ocasião, o ex-governador e ex-presidente do Senado afirmou que seria a primeira vez em 40 anos consecutivos de mandatos que não estaria nas urnas, justificando sua decisão com a necessidade de demonstrar “coragem, coerência e desprendimento” ao deixar a vida pública por um período.
No entanto, esse posicionamento mudou após apelos das lideranças do PSDB e do PDT, que consideram a candidatura de Aécio estratégica para fortalecer a chapa mineira. Assim, ele deve rever sua decisão inicial e disputar novamente uma vaga no Senado, cargo que já ocupou anteriormente, além de ter sido presidente da Câmara dos Deputados. Sua participação na eleição é vista como uma tentativa de manter a influência do ex-governador e ex-presidente do Senado na política nacional, especialmente em um cenário de fortalecimento do partido em Minas Gerais.
A movimentação revela o esforço das lideranças para consolidar uma chapa competitiva na eleição suplementar ao Senado, que promete ser uma das mais disputadas na região. A decisão de Aécio de participar da disputa, após sua declaração de afastamento, reforça a complexidade do cenário político mineiro e o peso de sua influência na política estadual e nacional.








