O senador Romário de Souza Faria devolveu nesta terça-feira, 25 de outubro, ao Tesouro Nacional o valor de R$ 29.048,49, correspondente a um mês de seu subsídio líquido como parlamentar. A devolução ocorreu em decorrência de uma controvérsia relacionada ao pagamento de seu salário durante o período em que atuou como comentarista dos jogos da seleção brasileira na Copa do Mundo, transmitida pela plataforma CazéTV.
A quantia devolvida foi quitada por meio de um Guia de Recolhimento da União (GRU), instrumento utilizado para efetuar pagamentos ao governo federal. De acordo com informações fornecidas pela assessoria de Romário, o valor refere-se ao salário líquido do parlamentar, já descontados os encargos obrigatórios de PSSC (Previdência Social) e Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF). O cálculo foi realizado pelo próprio Senado Federal, que verificou que o montante devolvido ultrapassa o valor correspondente aos dias em que Romário esteve efetivamente na Copa do Mundo.
A iniciativa de devolver o valor foi tomada pelo próprio senador, mesmo após a Advocacia do Senado Federal concluir que não havia respaldo jurídico para a renúncia ou interrupção do pagamento do subsídio parlamentar durante o período em que Romário atuou como comentarista esportivo. Apesar de ter recebido o salário normalmente, Romário permaneceu no exercício regular de seu mandato, participando de sessões, votações e atividades parlamentares de forma remota, sem faltas justificadas.
Em nota enviada à imprensa, Romário afirmou que desde o início tinha o compromisso de devolver o valor recebido indevidamente ou que gerasse questionamentos públicos. Segundo o senador, ele continuou desempenhando suas funções no Senado, participando das sessões e votações, sem interrupções ou faltas. Para Romário, o fato de o Senado ter considerado que ele tinha direito ao salário durante sua atuação na Copa não alterou sua decisão de devolver o montante, reforçando seu compromisso de transparência e responsabilidade com os recursos públicos.
A controvérsia envolvendo o pagamento de salários a parlamentares que atuaram como comentaristas ou em atividades relacionadas à Copa do Mundo ganhou destaque na mídia após questionamentos sobre a legalidade de tais remunerações durante o período de participação em atividades externas ao mandato. No caso de Romário, a devolução reforça a postura de que, mesmo sob o entendimento de que tinha direito ao pagamento, ele optou por devolver o valor para evitar qualquer questionamento ético ou jurídico.
Este episódio evidencia a preocupação de parte do Congresso com a transparência na gestão de recursos públicos, especialmente em momentos de alta exposição e debate sobre o uso de verba pública por parlamentares. A devolução por parte de Romário também reforça a importância do controle social e da responsabilidade dos políticos na administração dos recursos públicos, mesmo em situações de dúvida ou controvérsia.







