A jovem Lara Marina, de 20 anos, que havia conquistado o título de Miss Brasil Supranational 2026, encontra-se atualmente internada em decorrência de uma gestação, após a organização do concurso nacional divulgar seu estado de saúde na noite deste domingo (30). A organização do Miss Afonso Cláudio, cidade natal de Lara, informou que ela permanece sob cuidados médicos, com quadro de saúde considerado estável, e que tanto ela quanto o bebê estão saudáveis. Segundo o comunicado, Lara deverá permanecer hospitalizada e sob acompanhamento constante, a fim de garantir sua segurança e a do feto durante toda a gestação.
A decisão de destituição do título de Lara Marina ocorreu após a descoberta da gravidez, fato que gerou repercussão internacional e levantou questionamentos sobre os procedimentos adotados pela organização. Lara afirmou, em entrevista, que só soube da gestação após o concurso internacional realizado na Polônia em julho deste ano. Entretanto, a organização nacional declarou que ela tinha ciência da gravidez desde abril, apresentando uma versão diferente dos fatos, o que levou ao envio de documentos ao portal LeoDias para esclarecimento.
O Concurso Nacional de Beleza (CNB), responsável pela franquia no Brasil, negou que a destituição tenha sido motivada exclusivamente pela gravidez. O diretor Juliano Crema explicou que a decisão foi tomada para “preservá-la” e também por ela ter descumprido regras contratuais, como a troca de traje típico sem autorização prévia e o não uso de roupas fornecidas por parceiros do concurso. A nota oficial, divulgada na quarta-feira (26), afirmou que Lara Marina foi destituída por “descumprimento de obrigações contratuais incompatíveis com a manutenção do título”.
Apesar da retirada do título, o Miss Supranational decidiu manter a terceira colocação conquistada por Lara no certame, considerado um dos maiores concursos de beleza do mundo. As organizações do Miss Afonso Cláudio e do Espírito Santo também esclareceram que não tinham conhecimento da gestação no momento da participação de Lara na competição internacional, realizada na Polônia. Ambas afirmaram que não há responsabilidade por parte das coordenações municipais ou estaduais na condução do processo, ressaltando que a responsabilidade contratual pela participação de Lara no evento internacional era da equipe nacional responsável pela representação brasileira.
As entidades destacaram ainda que uma competição de alto nível, que envolve viagens e rotina intensa, exige avaliações médicas e exames prévios para garantir a saúde e o bem-estar das candidatas. Ressaltaram que essa preocupação deveria ter sido prioridade de quem conduzia a participação de Lara no concurso internacional. Por fim, as organizações pediram respeito à privacidade de Lara neste momento delicado, reforçando que a prioridade agora é sua recuperação e a do bebê. Afirmaram possuir documentos que esclarecem os fatos e que, se necessário, estarão prontos para apresentá-los pelos meios adequados, deixando claro que o foco é a saúde de Lara e de seu filho, pedindo responsabilidade e humanidade diante da situação.








