A cantora Roberta Miranda utilizou suas redes sociais nesta semana para expressar sua decepção com colegas do meio sertanejo, após sentir-se desamparada diante de uma experiência pessoal traumática. Em seus stories no Instagram, ela revelou que, após compartilhar publicamente que perdeu um filho durante a gestação, esperava receber manifestações de solidariedade, principalmente de mulheres que atuam na mesma área musical. No entanto, a artista afirmou que não recebeu o apoio esperado e que essa ausência de solidariedade a fez repensar sua postura diante de futuras situações envolvendo outras mulheres.
Roberta explicou que, ao revelar que perdeu o bebê após ser vítima de violência física — sendo chutada na barriga por uma pessoa que, segundo ela, era o pai do filho, na época com cinco meses de gestação — acreditava que colegas de profissão se solidarizariam. Ela destacou que sempre apoiou e incentivou a presença feminina no sertanejo, um gênero musical tradicionalmente dominado por homens, e que, por isso, a falta de apoio de algumas dessas colegas a deixou ainda mais magoada. A cantora afirmou que, diante do silêncio e da ausência de manifestações de apoio, decidiu que, de agora em diante, não defenderá mais ninguém nem colocará sua imagem para se posicionar em causas relacionadas às mulheres do meio artístico.
A artista também reforçou que a perda de seu filho continua sendo uma lembrança dolorosa e que a falta de acolhimento por parte de pessoas com quem mantinha uma relação de amizade e respeito a surpreendeu negativamente. Ela ressaltou que sua expectativa era de que, ao revelar sua história de violência e perda, pudesse encontrar empatia e solidariedade, mas isso não ocorreu.
A revelação feita por Roberta Miranda sobre sua experiência de violência e perda de gravidez não é nova. Ela já havia contado detalhes de sua história em uma entrevista ao programa “Fantástico”, da TV Globo, onde revelou que foi vítima de estupro na adolescência, enquanto trabalhava em uma boate. Além disso, ela relatou ter enfrentado uma tentativa de violência sexual durante uma gestação. Segundo ela, reagiu à situação e acabou sendo agredida pelo pai do bebê, o que resultou na perda do filho, quando estava na metade da gestação.
A narrativa de Roberta evidencia uma trajetória marcada por episódios de violência e sofrimento, que ela decidiu tornar públicos para denunciar suas experiências pessoais. Sua postura atual, de descontentamento e de afastamento de colegas sertanejos, evidencia também uma decepção com o silêncio ou a falta de suporte de parte do meio artístico, especialmente de mulheres com quem esperava encontrar solidariedade. A cantora reforça, assim, sua posição de que, após essa experiência, não pretende mais atuar como defensora de causas ou pessoas que, na sua visão, não demonstram apoio em momentos de dificuldade.







