Um jacaré, com cerca de dois metros de comprimento, foi observado na manhã desta segunda-feira (31) na Lagoa da Pampulha, um dos principais pontos turísticos de Belo Horizonte. A presença do réptil chamou a atenção de moradores e visitantes, especialmente após uma tempestade que atingiu a capital mineira no último dia, causando alagamentos e acumulando lixo na região.
De acordo com levantamento realizado pela Prefeitura de Belo Horizonte, há pelo menos uma família de 17 jacarés vivendo em uma das áreas mais frequentadas da cidade. Esses animais são monitorados desde 2018, como parte de um esforço de controle e preservação da biodiversidade local. A presença de répteis na Lagoa da Pampulha, tradicional cartão-postal da cidade, tem sido alvo de atenção das autoridades ambientais, que buscam garantir a segurança da população e a preservação do habitat.
O avistamento do jacaré foi feito por Rafael Oliveira, especialista em manutenção aeronáutica, que passava pelo trajeto entre o Mirante do Beija-Flor e o Parque Ecológico, por volta das 10h30 da manhã. Em entrevista à Agência Itatiaia, Oliveira relatou que notou o animal na água, onde estava boiando, e posteriormente tomando sol na margem da lagoa. Ele descreveu o réptil como sendo de grande porte, facilmente visível mesmo à distância, o que reforça a preocupação sobre a possibilidade de aproximação de animais selvagens às áreas urbanas.
Imagens obtidas pela reportagem mostram o jacaré coberto de lixo, fato que evidencia os impactos ambientais recentes na Lagoa da Pampulha, especialmente após a tempestade. O acúmulo de resíduos e o aumento do nível das águas dificultam o monitoramento e a gestão da fauna local, além de representar riscos à saúde pública e à integridade dos animais.
A presença de répteis de grande porte na Lagoa da Pampulha não é uma novidade, mas o avistamento após eventos climáticos extremos reforça a necessidade de ações coordenadas entre órgãos ambientais, a fim de evitar incidentes e garantir a preservação do ecossistema. A prefeitura mantém o monitoramento constante da área, buscando equilibrar a convivência entre a fauna silvestre e o uso turístico do espaço.
Especialistas alertam para a importância de evitar o contato com animais silvestres e de manter a vigilância em áreas urbanas próximas a corpos d’água, especialmente após tempestades que podem deslocar esses animais de seus habitats naturais. As autoridades continuam acompanhando a situação na Lagoa da Pampulha, reforçando a necessidade de ações preventivas e educativas para minimizar riscos à população e preservar a biodiversidade local.








