O senador Carlos Viana (Podemos-MG) intensificou nesta sexta-feira, 4 de novembro, a pressão pelo retorno imediato dos trabalhos do Senado Federal, diante do atual cenário de crise política envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF), o Banco Master e denúncias que atingem autoridades dos Três Poderes. Em meio ao recesso parlamentar, Viana afirmou que há um entendimento entre diversos senadores de que a interrupção do período eleitoral e a retomada das atividades legislativas são essenciais para enfrentar o momento de instabilidade institucional.
Segundo o parlamentar, a ausência do Congresso Nacional durante a crise é considerada “inadmissível”. Em declarações públicas, Viana destacou que o Parlamento deve atuar de forma mais ativa diante do que chamou de crise, afirmando que “é inadmissível que, diante de uma crise assim, o Parlamento esteja ausente. O Congresso parado só interessa a quem não quer investigar”. Ele revelou que há discussões internas entre senadores para realizar uma sessão extraordinária já na próxima terça-feira, com o objetivo de que os parlamentares possam se manifestar sobre os acontecimentos recentes e discutir medidas a serem tomadas.
Viana também mencionou que há esforços para que seja convocada uma reunião de líderes, a qual, segundo ele, estava prevista para ocorrer até esta quinta-feira, mas acabou não acontecendo devido a obstáculos internos. A intenção é acelerar o debate sobre o papel do Legislativo na crise atual, especialmente em relação às investigações envolvendo autoridades do STF.
No campo das investigações, o senador manifestou apoio ao presidente em exercício do STF, ministro Edson Fachin, na condução das apurações relacionadas ao Banco Master, uma instituição financeira que tem sido alvo de questionamentos e denúncias. Para Viana, é fundamental garantir uma investigação ampla, transparente e sem interferências, diante da crescente desconfiança da população em relação à Corte Suprema.
Além disso, Carlos Viana reiterou sua posição de que o ministro Alexandre de Moraes deve prestar esclarecimentos ao Senado sobre fatos que envolvem seu nome. O parlamentar voltou a defender o impeachment de Moraes, alegando que o ministro não possui mais conduta ilibada e que sua permanência no STF representa um risco à credibilidade da instituição. Para ele, a votação pelo afastamento de Moraes é uma medida urgente que o Senado deve priorizar.
O senador também criticou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), alegando que, caso continue recusando a abertura de investigações ou a convocação de Moraes para depor, ele próprio deveria ser afastado do cargo de presidente da Casa. Viana afirmou ainda que Alcolumbre deve prestar esclarecimentos sobre as denúncias envolvendo seu nome e que os próprios senadores devem cobrar explicações de suas autoridades.
Por fim, Viana convocou seus colegas a comparecerem ao Senado na próxima terça-feira para discutir a retomada dos trabalhos legislativos. Ele reforçou que o objetivo é reunir parlamentares preocupados com o destino da Casa e com o momento de instabilidade institucional, ressaltando a importância de uma atuação mais firme do Legislativo diante dos desafios atuais.







