Faltando aproximadamente um mês para o primeiro turno das eleições, marcado para o dia 4 de outubro, o ex-governador de Minas Gerais e candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), ainda não participou de eventos de campanha ao lado do seu sucessor no Palácio Tiradentes, Mateus Simões (PSD). Apesar de ambos terem vínculos políticos estreitos, as atividades públicas conjuntas entre os dois ainda não ocorreram durante o período eleitoral, o que chama atenção pelo impacto simbólico e político da ausência de uma presença conjunta.
Romeu Zema, que governou Minas Gerais até o início de 2023, deixou o cargo para disputar a presidência, e seu antigo vice, Mateus Simões, assumiu o comando do estado. Simões, que foi vice de Zema, herdou o governo mineiro após a saída do ex-governador para a corrida presidencial. Antes de assumir o executivo estadual, Simões deixou o Partido Novo, sigla de Zema, e migrou para o PSD, mantendo a promessa de lealdade ao ex-governador. Essa fidelidade foi demonstrada, entre outros gestos, ao abrir mão de apoiar o candidato do próprio partido à Presidência, o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, optando por não se posicionar oficialmente contra Zema na disputa nacional.
A relação de lealdade também influenciou decisões políticas, como a recusa de uma eventual aliança com o Partido Liberal (PL), legenda do ex-presidente Jair Bolsonaro, que poderia ter sido uma estratégia para ampliar a base de apoio de Zema na campanha presidencial. Contudo, mesmo com esse alinhamento de interesses, os dois políticos ainda não realizaram agendas conjuntas durante o período de campanha, nem mesmo em eventos realizados em Minas Gerais, como na cidade de Araxá, localizada na região do Triângulo Mineiro, onde Zema esteve recentemente.
A campanha de Zema justificou a ausência de encontros públicos com Simões como uma estratégia de foco na projeção nacional do ex-governador. Em nota oficial, a equipe de Zema afirmou que o objetivo principal do ex-governador é ampliar seu reconhecimento fora de Minas Gerais, o que justificaria a falta de agendas conjuntas até o momento. Essa postura sugere uma prioridade na campanha presidencial, mesmo com a manutenção de laços políticos internos no estado.
Procurada pela reportagem da Itatiaia, a assessoria de Mateus Simões também foi contactada, mas não retornou até o fechamento desta matéria. A ausência de encontros públicos entre Zema e Simões, em um momento crucial de campanha, evidencia uma estratégia de campanha que prioriza a visibilidade nacional do candidato presidencial, ao mesmo tempo em que mantém a fidelidade política e o alinhamento interno no cenário mineiro.






