O governador de São Paulo e candidato à reeleição pelo partido Republicanos, Tarcísio de Freitas, participou nesta segunda-feira (7) de uma manifestação na Avenida Paulista, no centro da capital paulista, que reuniu apoiadores contrários ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e ao governo federal liderado por Luiz Inácio Lula da Silva. Em seu discurso, Tarcísio declarou que o país precisa reagir às denúncias envolvendo Moraes, reforçando que nenhuma autoridade, independentemente de sua posição, está acima da Constituição.
Ao lado do deputado federal Flávio Bolsonaro (PL), o governador afirmou que o Supremo Tribunal Federal deve se unir para apurar as denúncias que envolvem Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, apontado por ele como uma das figuras relacionadas às suspeitas. Tarcísio destacou que “ninguém, absolutamente ninguém está acima da lei” e reforçou que todas as instituições devem obedecer à Constituição, incluindo banqueiros, magistrados, senadores, governadores e ministros do STF.
Durante seu pronunciamento, o governador também relembrou atos anteriores realizados na mesma avenida, nos quais manifestantes protestaram contra o esquema do Petrolão e a corrupção envolvendo o Partido dos Trabalhadores (PT). Ele questionou se, diante das recentes revelações sobre Moraes, a sociedade deve permanecer em silêncio ou reagir de forma contundente, defendendo que as denúncias precisam ser esclarecidas e que a população tem direito a respostas.
Tarcísio cobrou ainda uma postura mais ativa dos demais ministros do STF na apuração das denúncias, alertando que o tribunal não deve se dividir para se defender, mas sim agir de forma conjunta para esclarecer os fatos. Ele também ressaltou a importância do Senado na fiscalização do tribunal e advertiu que, se o Legislativo não cumprir seu papel, o sistema de freios e contrapesos do sistema democrático corre risco de colapsar. “Estamos orando por magistrados que pensam no Brasil e que façam a coisa certa”, afirmou.
Antes do discurso de Tarcísio, o pastor evangélico Silas Malafaia também se manifestou na manifestação, criticando duramente Alexandre de Moraes. Malafaia afirmou que a saída do ministro é necessária para a proteção da própria instituição do STF, alegando que a manutenção de Moraes no cargo poderia prejudicar a credibilidade do Supremo. Ele pediu ao presidente do tribunal, Edson Fachin, que afaste Moraes, argumentando que sua permanência poderia comprometer a integridade da corte.
Malafaia também dirigiu críticas aos demais ministros do STF, incluindo nomes como Kássio Nunes, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Fux e o ministro da Justiça, Flávio Dino, além do presidente do tribunal, Alexandre de Moraes. Segundo ele, o uso de documentos sem validade por parte de Moraes para atacar colegas demonstra uma violação à Constituição e ao respeito mútuo entre os integrantes do tribunal. A manifestação na Avenida Paulista foi marcada por um tom de oposição às ações do ministro e ao que os presentes consideram uma crise institucional no Brasil.









