O impacto do chamado “efeito Cleitinho” nas eleições mineiras vai além das definições de candidaturas ao Governo do Estado e das alianças partidárias, podendo também afetar significativamente a corrida ao Senado. O senador Cleitinho (Republicanos), embora esteja em uma chapa sem candidato próprio ao Senado nesta eleição, demonstrou sua influência ao declarar apoio, nesta segunda-feira (7), a dois candidatos de coligações distintas: Domingos Sávio (PL) e Marco Antônio Superman (Novo). Essas escolhas podem alterar o cenário político, especialmente considerando o contexto de polarização e o peso que os apoios de figuras influentes têm na definição de votos na disputa pelo Palácio Tiradentes.
Cleitinho, que é uma figura de destaque na política mineira, optou por apoiar candidatos de diferentes espectros políticos, mesmo sem estar formalmente ligado a uma candidatura ao Senado. Domingos Sávio, integrante do grupo liderado por Flávio Roscoe (PL), é um nome que busca consolidar sua presença na disputa pelo Senado, enquanto Marco Antônio Superman, do partido Novo, faz parte da coligação do governador Mateus Sesc (PSD). A decisão de Cleitinho de apoiar esses dois nomes reforça a sua influência na eleição, sendo uma estratégia que pode fortalecer as candidaturas de ambos, elevando seu peso político na corrida.
O apoio de Cleitinho, no entanto, não incluiu o nome de Marcelo Aro (PP), outro candidato ao Senado na disputa mineira. Caso essa postura se torne uma prática frequente do senador, há o risco de isolamento político do ex-secretário de Zema, que tem suas próprias bases de apoio e interesses na eleição. A ausência de apoio de Cleitinho a Marcelo Aro também evidencia a complexidade do cenário eleitoral em Minas Gerais, onde alianças e apoios podem ser decisivos para o desfecho da disputa.
A movimentação de Cleitinho contribui para tornar a corrida ao Senado ainda mais acirrada e polarizada. Atualmente, o cenário apresenta uma disputa marcada por diferentes espectros políticos: na esquerda, Marília Campos (PT), apoiada por Lula; na direita, Domingos Sávio (PL), com votos de Flávio Bolsonaro; além de Aécio Neves (PSDB), tentando reconquistar espaço político após sua passagem pelo governo estadual; e o senador Carlos Viana (PSD), que tem repercutido temas como a CPMI do INSS, presidida por ele, e denúncias relacionadas ao chamado “Master”. Enquanto isso, Superman surge como uma candidatura alternativa, com uma pauta focada na crítica ao Supremo Tribunal Federal (STF).
O fato de Cleitinho apoiar candidatos de diferentes coligações demonstra sua forte influência na política mineira, além de indicar uma estratégia de fortalecimento de nomes que podem ter maior impacto na disputa pelo Senado. A sua posição, que se distancia de alguns nomes tradicionais, evidencia uma tentativa de ampliar a sua influência e de moldar o cenário eleitoral de forma a favorecer seus interesses políticos e de seus aliados. Com a eleição se aproximando, a movimentação de atores como Cleitinho reforça a complexidade do quadro e a importância das alianças na definição dos vencedores na disputa por uma das duas vagas ao Senado por Minas Gerais.









