O sistema de controle de odor instalado na Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte, foi alvo de vandalismo na última semana, resultando na retirada de materiais elétricos que comprometeram seu funcionamento completo. A concessionária responsável pelo serviço, a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), identificou a ação após realizar uma vistoria de rotina na terça-feira, dia 8 de outubro, e, na tarde desta quarta-feira, registrou um boletim de ocorrência junto às autoridades policiais.
O equipamento, que foi instalado recentemente na região, teve um investimento que alcança aproximadamente R$ 240 mil. Sua finalidade é atuar como um filtro de ar, removendo gases com altas concentrações de compostos que provocam odores desagradáveis na área da Lagoa da Pampulha. Este sistema é fundamental para mitigar o problema recorrente de mau cheiro na região, que tem causado incômodo tanto para moradores quanto para turistas e frequentadores do local.
Segundo informações da Copasa, o sistema de combate ao mau cheiro é uma peça central na gestão ambiental da Lagoa da Pampulha, uma das principais atrações turísticas de Belo Horizonte. A lagoa recebe o esgoto coletado de várias bacias, incluindo a própria Lagoa da Pampulha e uma parte do município de Contagem, sendo conduzido até a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Onça, localizada na região metropolitana. O funcionamento adequado do sistema anti-odor é, portanto, essencial para evitar a emissão de gases nocivos à saúde pública e ao meio ambiente.
A presidente da Copasa, Marília Carvalho de Melo, condenou o ato de vandalismo, destacando a importância do investimento realizado. Ela ressaltou que a instalação do sistema foi uma medida relevante para a cidade de Belo Horizonte, considerando o problema recorrente de odores na Lagoa da Pampulha, que há anos representa uma preocupação ambiental e de qualidade de vida para os moradores locais.
A previsão da concessionária é de que o reparo do equipamento seja concluído em aproximadamente um mês. Para reforçar a segurança na área e evitar novos atos de vandalismo, a Copasa anunciou que está investindo na instalação de câmeras de monitoramento, buscando ampliar as condições de vigilância e proteção do patrimônio público.
Este episódio evidencia a vulnerabilidade de investimentos públicos destinados à melhoria do meio ambiente e à qualidade de vida urbana, além de reforçar a necessidade de ações de segurança para proteger recursos essenciais contra atos de vandalismo e furto. A recuperação do sistema de combate a mau cheiro na Lagoa da Pampulha é considerada prioritária, dada a sua relevância para a gestão ambiental da região e o bem-estar da comunidade local.









