Familiares e amigos de Ana Beatryz Gomes dos Santos, de 21 anos, protestaram nesta quarta-feira (9) em frente à casa do ex-companheiro da vítima, Marco Antônio do Nascimento de Souza, de 24 anos, principal suspeito do assassinato ocorrido no bairro Xangri-Lá, em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A manifestação ocorreu na tentativa de cobrar justiça pelo crime, que resultou na morte de Ana, cujo corpo foi encontrado na residência de Marco Antônio, que até o momento permanece foragido.
Durante o ato, os manifestantes levaram balões brancos e colaram cartazes com a frase “Justiça por Bia” na porta da residência e em veículos presentes no local. Vídeos obtidos pela reportagem da Itatiaia mostram os presentes gritando palavras de ordem e clamando por punição ao suspeito. Além disso, dezenas de motociclistas participaram do protesto, buzinando e acelerando os motores em apoio à causa. Foguetes e carreatas também marcaram a mobilização, que teve como foco a prisão e o julgamento do ex-companheiro de Ana.
Ana Beatryz foi velada e sepultada nesta quarta-feira no Cemitério da Paz, em Belo Horizonte. Ela foi encontrada morta na casa de Marco Antônio, que não foi localizado pela polícia até o momento. Segundo informações da família, Ana e Marco Antônio tiveram um relacionamento de aproximadamente quatro anos, mas estavam separados há cinco meses. Desde a separação, o suspeito vinha entrando em conflito com a vítima, especialmente devido à guarda da filha do casal, uma bebê de um ano de idade.
Na segunda-feira (7), Ana teria ido até a endereço do ex-companheiro na tentativa de buscar a filha, acompanhada por um funcionário da distribuidora da família dela. Este funcionário permaneceu na residência por cerca de 20 minutos, aguardando a saída da jovem. Como ela demorou a sair, a orientação recebida foi de retornar ao trabalho, pois um motorista de aplicativo buscaria Ana. Segundo o trabalhador, naquele momento não havia sinais de briga ou violência na casa.
Por outro lado, um primo de Marco Antônio relatou ter ouvido uma discussão na residência do suspeito, embora, devido ao histórico de desentendimentos entre o casal, ele não tenha ido verificar a situação na hora. Após perceber que a discussão havia cessado e que a casa estava silenciosa, ele foi até o local e encontrou Ana já morta dentro do imóvel.
A perícia preliminar indicou que a causa da morte estaria relacionada a lesões na cabeça compatíveis com agressões físicas, como socos e chutes. Nenhum objeto utilizado nas agressões foi localizado até o momento. O suspeito fugiu do local após o crime e ainda não foi localizado pelas autoridades. A filha do casal está sob os cuidados de familiares do pai. A Polícia Civil investiga o caso, que permanece sob sigilo, para localizar o suspeito e esclarecer as circunstâncias do homicídio.









