Professores atuantes na rede particular de ensino de Belo Horizonte e região estão reunidos nesta quinta-feira, 10 de setembro, em uma assembleia que pode culminar na deflagração de uma greve na categoria. A convocação foi feita pelo Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (Sinpro Minas) e a reunião está marcada para às 18h30, ocorrendo de forma híbrida, com participação presencial no bairro Floresta, na Região Leste da capital, e também por meio virtual.
A mobilização ocorre em um momento de impasse nas negociações relativas à convenção coletiva de trabalho entre os professores e as instituições de ensino particulares. Segundo informações do sindicato, as tratativas com os representantes das escolas estão atualmente paralisadas, sem avanços concretos. A presidente do Sinpro Minas, Valéria Morato, declarou, por meio de publicação nas redes sociais, que “já esgotaram o diálogo” e que “a negociação está parada”, acusando o patronal de não querer avançar nas discussões.
De acordo com ela, a ausência de um novo acordo coletivo ameaça direitos previstos na convenção, que vão além das garantias estabelecidas pela legislação trabalhista. Entre esses direitos estão férias coletivas em janeiro, adicionais, piso salarial e bolsas de estudo, elementos considerados essenciais para a proteção dos direitos dos professores. Valéria Morato reforçou que “não é ameaça, é realidade”, e que enquanto as escolas não assinarem a convenção coletiva, os direitos dos profissionais estarão suspensos.
A assembleia desta quinta-feira também terá como pauta a votação de um indicativo de greve, ou seja, uma decisão sobre a disposição da categoria para interromper suas atividades. A sindicalista destacou que, diante do atual cenário, a greve é vista como a única ferramenta disponível para pressionar a Justiça a intervir no conflito. Ela afirmou que “pelo lei, a única ferramenta que nos resta para forçar a Justiça a intervir é a greve” e que “não podemos recuar”.
Até o momento, o Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino de Minas Gerais (Sinepe-MG), que representa as escolas de ensino privado na região, foi procurado pela reportagem para comentar as negociações e a possibilidade de greve, mas não se manifestou até o fechamento desta edição.
Este cenário reflete a crescente tensão entre professores e instituições de ensino na cidade, evidenciando a dificuldade de avançar nas negociações coletivas, que envolvem direitos trabalhistas essenciais e condições de trabalho. A expectativa é de que a decisão tomada na assembleia possa definir os rumos do movimento na próxima semana, caso a categoria decida pela greve.








