Três mulheres foram apreendidas na noite desta sexta-feira, 11 de novembro, após serem flagradas tentando sair do Cemitério Bom Jesus, localizado em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, com um crânio humano dentro de uma sacola. A ação ocorreu após uma denúncia recebida pelo sistema de monitoramento Olho Vivo, acionada por agentes da Guarda Municipal que suspeitaram da atitude das mulheres ao deixarem o local carregando objetos suspeitos.
De acordo com as informações obtidas pelos agentes, as três mulheres foram encontradas dentro de um supermercado nas proximidades do cemitério durante a abordagem. Uma delas, de 21 anos, carregava uma sacola que continha um crânio em estado de decomposição. As outras duas detidas eram uma mulher de 40 anos e uma adolescente de 16 anos. Segundo relato da mulher que carregava o crânio, ela teria recebido o objeto de um funcionário do próprio cemitério, alegando que o material seria utilizado em um trabalho religioso.
A mulher explicou aos agentes que o funcionário a teria levado até uma área destinada às exumações, onde ela teria escolhido o crânio. Após a abordagem, os agentes retornaram ao Cemitério Bom Jesus para identificar o funcionário mencionado pelas suspeitas. Lá, localizaram um homem de 32 anos, que confirmou ter entregue o crânio às mulheres, alegando desconhecer que sua conduta fosse ilegal.
O funcionário explicou ainda que, de acordo com o procedimento padrão, os corpos permanecem no cemitério por um período de cinco anos antes de serem encaminhados para uma área de exumação, onde posteriormente são destinados de forma definitiva. O crânio encontrado com as suspeitas foi retirado dessa área de exumações, o que reforça a hipótese de que o objeto foi furtado do local.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Polícia de Contagem, onde as três mulheres e o funcionário foram conduzidos para procedimentos legais. Ainda não há informações sobre possíveis motivações ou intenções por trás do furto, nem sobre a eventual utilização do crânio em atividades religiosas, conforme alegado pelas suspeitas.
Este caso levanta questões sobre a segurança e o controle de objetos em cemitérios, além de evidenciar a vulnerabilidade na fiscalização de materiais que podem ser utilizados de forma ilícita ou em práticas que desafiam a legislação vigente. As autoridades continuam investigando o caso para esclarecer todas as circunstâncias do episódio.









