Uma manifestação de familiares de Ana Beatryz Gomes dos Santos, de 21 anos, ocorreu nesta sexta-feira (11) em frente à penitenciária Antônio Dutra Ladeira, localizada em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A ação foi motivada pela prisão preventiva de Marco Antônio do Nascimento de Souza, ex-namorado da vítima, considerado o principal suspeito de ter cometido o homicídio, ocorrido na última segunda-feira (7). Marco Antônio se entregou às autoridades policiais na mesma sexta-feira, após o crime, e agora permanecerá sob custódia enquanto aguarda os procedimentos legais.
A família de Ana Beatryz expressou profunda revolta e tristeza diante do ocorrido. Em entrevista concedida à Itatiaia, Janaína Gomes, irmã da vítima, descreveu a brutalidade do ataque. Ela relatou que sua irmã foi espancada de forma tão severa que ficou completamente deformada, impossibilitando até mesmo uma última despedida. Segundo Janaína, a família chegou a enterrar Ana sem a chance de abrir o caixão, devido à gravidade dos ferimentos, o que agravou ainda mais o sentimento de injustiça e dor.
A irmã de Ana também revelou que, na ocasião do crime, os familiares de Marco Antônio teriam ouvido os gritos e pedidos de socorro de Ana Beatryz, mas não teriam tomado nenhuma providência para impedir a agressão. Além disso, Janaína questionou a situação da guarda da sobrinha da vítima, uma criança que, até o momento, estava sob os cuidados da mãe, com apoio dos avós maternos. Após o crime, a criança passou a ser cuidada pelos avós paternos, e atualmente não frequenta a creche, o que tem gerado preocupação na família.
Janaína criticou a ausência de apoio da família paterna da criança, destacando que, desde o nascimento da sobrinha, Marco Antônio e seus familiares não participaram de momentos importantes, como o nascimento, o aniversário de um ano ou o Natal. Ela afirmou que a criança reside com ela e com seu pai, cuidando de sua alimentação, roupas e documentação, e questionou a postura da família do suspeito.
O Conselho Tutelar de Ribeirão das Neves confirmou que esteve na residência onde Ana Beatryz morava, verificando a situação da criança. Em nota oficial, o órgão informou que a criança está sob os cuidados dos avós paternos, e ressaltou que questões relacionadas às circunstâncias do crime e a eventual apuração criminal são de responsabilidade das forças de segurança.
Marco Antônio foi preso preventivamente após se entregar às autoridades. Segundo o advogado Bruno Correa, o suspeito optou por permanecer em silêncio na delegacia, exercendo seu direito constitucional. A defesa ainda aguarda o acesso a todos os documentos do caso para aprofundar as investigações e esclarecer os fatos. O advogado afirmou que a apresentação do suspeito à polícia ocorreu de forma voluntária, sem qualquer impedimento, e que a situação foi conduzida com cautela, considerando a repercussão do caso na região.
Quanto à guarda da criança, Bruno Correa informou que ela permanece sob os cuidados da família paterna. Por sua vez, o advogado da família de Ana Beatryz, Fabiano Lopes, anunciou que entrará com um pedido de busca e apreensão para assegurar a guarda unilateral da criança pela família materna, buscando garantir seu bem-estar e proteção diante do ocorrido.








