O candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, retomou suas declarações acerca do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, após receber alta médica neste domingo, 13 de novembro, em São Paulo. Caiado, que esteve internado no Hospital Vila Nova Star desde a quinta-feira anterior, afirmou que “não é hora de o eleitor ter um corrupto preferido”, reforçando suas críticas às ligações políticas do empresário.
Ao deixar a unidade de saúde, Caiado destacou que Vorcaro teria buscado aproximações com diferentes grupos políticos, tentando influenciar a polarização nacional. Segundo o candidato, Vorcaro teria “comprado os dois pontos polarizados da política brasileira”, referindo-se tanto ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva quanto ao candidato ao Senado pelo PL, Flávio Bolsonaro. Em sua avaliação, esse comportamento reforça a necessidade de os eleitores refletirem sobre as relações políticas atuais, especialmente em um momento de crise envolvendo o Banco Master e investigações sobre Vorcaro.
A crise envolvendo o banco e as investigações conduzidas pela Polícia Federal e pelo Supremo Tribunal Federal têm como foco as relações financeiras e políticas do ex-banqueiro, além de possíveis vantagens oferecidas a agentes públicos. Vorcaro nega qualquer prática de corrupção e, em depoimento à Polícia Federal realizado em agosto, negou ter oferecido vantagens ilícitas a servidores do Banco Central. As apurações ainda investigam se houve distribuição de recursos de origem criminosa com o objetivo de silenciar ou influenciar diferentes lados da polarização política.
Na sua análise, Caiado afirmou que o caso não deve ser utilizado de forma seletiva por grupos políticos para atacar adversários específicos. Ele reiterou que Vorcaro tentou “comprar os dois lados” da disputa política brasileira, o que, na visão do candidato, evidencia o grau de complexidade e o impacto do episódio na política nacional. Na semana anterior, Caiado já havia declarado que tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro estariam envolvidos em crises relacionadas ao caso, alegando que ambos não teriam condições de oferecer respostas satisfatórias aos eleitores.
Durante suas declarações, Caiado também criticou a crise institucional que, em sua visão, afeta o Brasil atualmente. Segundo ele, o país vive um momento de forte desgaste entre as instituições, e a eleição presidencial deve servir para escolher lideranças capazes de “reordenar a democracia”. Sua avaliação reforça a preocupação com o ambiente político e institucional do país, especialmente diante das investigações que envolvem figuras de destaque na política e no setor financeiro.
Após quatro dias de internação, Caiado recebeu alta neste domingo, tendo inicialmente sido diagnosticado com faringite aguda, que posteriormente evoluiu para um quadro de pneumonia. Durante o período de recuperação, ele cancelou compromissos de campanha, mas anunciou a retomada gradual de suas atividades, com redução de agenda enquanto conclui o tratamento. Ao deixar o hospital, também criticou a crise institucional envolvendo o Supremo Tribunal Federal, reforçando seu discurso de que o Brasil necessita de lideranças capazes de promover a estabilidade e o fortalecimento das instituições democráticas.








