Nesta quarta-feira, o Atlético enfrenta o Santos na Arena MRV, às 19h, pelo jogo de volta das quartas de final da Copa Sul-Americana, com a missão de reverter uma desvantagem de 2 a 0 na partida de ida, realizada na semana passada. Diante de um resultado adverso, o histórico do clube em confrontos decisivos como mandante em competições continentais desde 1992 oferece um dado alentador para a torcida alvinegra, que busca a classificação às semifinais da competição.
Desde 1992, o Atlético disputou 42 jogos de volta de mata-matas continentais como mandante, conquistando 30 deles, o que representa um aproveitamento de aproximadamente 71%. Nesse total, o clube acumulou 27 vitórias, 11 empates e apenas quatro derrotas. Esses números reforçam a tradição do clube em decisões importantes realizadas na sua casa, um fator que pode ser decisivo na busca por classificação nesta fase da Sul-Americana.
O levantamento, realizado pelo O TEMPO Sports, analisa todas as eliminações do Atlético em competições organizadas pela Conmebol desde 1992, excluindo regulamentos que não configuram mata-mata direto, como as semifinais da Copa Libertadores de 1978, disputadas em dois grupos. Foram considerados para o estudo as competições oficiais da entidade sul-americana, incluindo a Copa Libertadores, a Copa Sul-Americana, a Copa Conmebol e a Recopa Sul-Americana, mesmo as competições já extintas.
Na Copa Libertadores, o desempenho do Atlético como mandante em fases eliminatórias é especialmente destacado. Foram 18 jogos decisivos realizados em Belo Horizonte, com 14 classificações e apenas quatro eliminações. Notavelmente, o clube nunca foi derrotado no jogo decisivo como mandante na competição, apresentando um saldo de 12 vitórias e seis empates. O episódio mais marcante dessa trajetória ocorreu na campanha do título de 2013, quando o Atlético decidiu todas as fases em casa, incluindo a final contra o Olimpia, vencida após empate no Paraguai e triunfo no Mineirão, além da semifinal contra o Newell’s Old Boys, vencida nos pênaltis após empate em 2 a 2 no jogo de ida.
Apesar do sucesso, o clube também acumula algumas eliminações em decisões como mandante na Libertadores, como as ocorridas em 2014 contra o Atlético Nacional, em 2016 contra o São Paulo, em 2017 diante do Jorge Wilstermann e em 2021, na derrota para o Palmeiras.
Na Copa Sul-Americana, o retrospecto também é positivo. O Atlético disputou 11 mata-matas com o segundo jogo em Belo Horizonte e avançou em seis deles, com sete vitórias, dois empates e duas derrotas. O último confronto decisivo na casa do clube ocorreu na semifinal de 2025, quando venceu o Independiente del Valle por 3 a 1 e garantiu vaga na final, embora tenha sido eliminado na decisão por pênaltis pelo Lanús, em jogo realizado em Assunção.
Outras campanhas relevantes incluem a semifinal de 2019, quando derrotou o Colón por 2 a 1 no Mineirão, mas foi eliminado nos pênaltis, e a vitória sobre o Unión em 2020, que não foi suficiente para avançar após a derrota na ida. Ainda na história da Sul-Americana, o Atlético também enfrentou derrotas como a de 2004, contra o Goiás, após perder o jogo de ida por 4 a 2, e em 2008, diante do Botafogo, com uma goleada de 5 a 2.
Na antiga Copa Conmebol, o clube possui um excelente desempenho. Entre 1992 e 1998, o Atlético disputou dez confrontos como mandante e avançou em nove, com seis vitórias, três empates e apenas uma derrota, esta contra o Rosario Central, em 1998, em uma eliminação que deixou um gosto amargo na história do clube. O período também foi marcado por títulos, incluindo as conquistas da própria Copa Conmebol em 1992 e 1997, além de campanhas que culminaram em finais e títulos, como as eliminatórias de 1995 contra o América de Cali.
A participação na Copa Mercosul também faz parte do histórico, embora com resultados menos favoráveis, como a eliminação na semifinal de 2001, após derrota para o Palmeiras em casa. Já na Recopa Sul-Americana de 2014, o Atlético conquistou o título ao vencer o Lanús na decisão, após empatar no jogo de ida na Argentina e vencer por 4 a 3 na prorrogação no Mineirão, consolidando sua tradição em decisões continentais na sua casa.







