O desempenho defensivo do Cruzeiro no Campeonato Brasileiro tem sido motivo de preocupação, especialmente pelo fato de o time ter sofrido gols em todas as últimas dez partidas disputadas. Com uma média de 1,44 gol sofrido por jogo ao longo de toda a competição, a equipe celeste ocupa atualmente a sexta pior colocação no ranking de defesa do campeonato nacional.
Desde o início da temporada, o Cruzeiro sofreu um total de 39 gols em 27 partidas, o que reflete uma vulnerabilidade defensiva que se agravou ao longo do campeonato. Parte desse número pode ser atribuída ao péssimo começo na competição, quando sob comando do técnico Tite, o time sofreu 14 gols em apenas seis jogos. No entanto, mesmo após a troca de treinador para o português Artur Jorge, os números recentes continuam a indicar dificuldades na linha defensiva, reforçando a necessidade de ajustes urgentes.
No contexto dos últimos dez jogos, que envolvem compromissos pelo Brasileirão, Libertadores e Copa do Brasil, a equipe sofreu 15 gols, atingindo uma média de 1,5 por partida. A última partida sem gols sofridos ocorreu na vitória por 2 a 0 sobre a Chapecoense, no Mineirão, na fase de oitavas de final da Copa do Brasil. Desde então, a defesa celeste tem apresentado sinais de fragilidade, especialmente na fase de recomposição, onde o time frequentemente deixa espaços e enfrenta dificuldades em situações de um contra um, facilitando a chegada dos adversários ao gol.
Dados do aplicativo Sofascore revelam que o Cruzeiro permitiu 194 finalizações nos últimos dez jogos, um número expressivo que evidencia a vulnerabilidade do setor defensivo. O episódio mais crítico aconteceu na última rodada, contra o Santos, na Vila Belmiro, quando o adversário finalizou 31 vezes ao gol, sendo que o goleiro Otávio realizou oito defesas importantes para evitar uma goleada.
Outro fator que contribui para o momento delicado da defesa celeste é a constante mudança nas formações do setor. Durante esses dez jogos, o técnico Artur Jorge utilizou a mesma formação defensiva apenas duas vezes, devido a lesões ou a estratégias de preservação de jogadores para compromissos nas Copas Libertadores e do Brasil. A dupla de zaga formada por Fabrício Bruno e João Marcelo foi a mais utilizada, com quatro jogos, mas também houve participações com Fabrício Bruno e Jonathan Jesus, além de João Marcelo e Jonathan Jesus, totalizando três partidas cada formação. Ainda há indefinição na lateral esquerda, com Rojas e Villalba atuando cada um em cinco partidas.
Com apenas 11 rodadas restantes na competição, o Cruzeiro enfrentará adversários que ainda lutam pelas primeiras posições na tabela, incluindo Palmeiras, Bahia e Fluminense. A situação defensiva do time, que sofreu 39 gols até o momento, coloca em risco suas chances de alcançar melhores posições na classificação geral. Para comparação, outros times como Chapecoense, Remo, Mirassol, Botafogo e Vasco apresentam números semelhantes ou superiores em gols sofridos, reforçando a vulnerabilidade geral da equipe.
Nos últimos jogos, o Cruzeiro conquistou quatro vitórias, dois empates e quatro derrotas, apresentando um aproveitamento de aproximadamente 46,6%. Entre os resultados, destacam-se triunfos importantes contra Mirassol, Corinthians e Athletico-PR, além de derrotas contra Flamengo, Vasco, Atlético e Santos, que evidenciam a instabilidade do time na fase defensiva. Assim, o clube enfrenta o desafio de reforçar seu sistema de defesa em busca de melhores resultados na reta final do Brasileirão.








