A Procuradoria-Geral da República (PGR) adotou uma posição favorável nesta sexta-feira, 18 de outubro de 2023, à autorização para que Henrique Moura Vorcaro, pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, possa deixar a prisão temporariamente para realizar exames médicos. A decisão ocorre após a defesa do acusado solicitar autorização para que Henrique seja atendido por um coloproctologista particular, profissional que acompanha seu tratamento de saúde, além de realizar exames complementares indicados após atendimento em Unidade de Pronto Atendimento (UPA).
O pedido de autorização foi motivado pelos relatos da defesa de Henrique Moura Vorcaro, que apontaram sintomas compatíveis com uma possível crise de diverticulite, condição que requer avaliação especializada e cuidados médicos específicos. A defesa argumentou que a realização desses exames é fundamental para o diagnóstico e tratamento adequado do seu cliente, e solicitou a possibilidade de atendimento particular, alegando que o procedimento não representa risco à ordem prisional, desde que sejam seguidas as regras estabelecidas pela unidade penitenciária.
Por sua vez, a avaliação médica realizada dentro do presídio concluiu que, no momento, não há urgência que justifique a saída imediata de Henrique Moura Vorcaro da prisão. Apesar disso, a PGR afirmou não existir impedimento legal ou processual para a realização dos exames, desde que a saída do detento seja autorizada conforme as normas e procedimentos da unidade prisional. A manifestação da Procuradoria-Geral da República destaca que o procedimento deve seguir as regras estabelecidas para garantir a segurança e a ordem na penitenciária.
A decisão final sobre o pedido de autorização para que Henrique Moura Vorcaro deixe a prisão para realizar os exames médicos caberá ao ministro André Mendonça, relator do caso conhecido como Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF). O caso faz parte de um contexto maior de investigações relacionadas à Operação Compliance Zero, na qual Henrique Moura Vorcaro foi preso em 14 de maio de 2026, sob suspeitas de envolvimento em esquemas de corrupção, lavagem de dinheiro e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.
Além do pedido de autorização para realização dos exames, a defesa de Henrique Moura Vorcaro apresentou também um pedido de soltura, buscando a libertação do seu cliente. Entretanto, a manifestação da PGR nesta sexta-feira refere-se especificamente à questão da realização de exames médicos fora do ambiente carcerário, não abordando, neste momento, o pedido de soltura, que permanece em tramitação no âmbito judicial.
Este caso evidencia a complexidade das decisões judiciais envolvendo direitos do preso à saúde, bem como a necessidade de equilibrar a segurança pública e o cuidado médico adequado, especialmente em processos relacionados a investigações de alta relevância para o sistema financeiro e político do país.








